Operação Conluio Pantaneiro 20.03.2026 | 16h28

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Divulgação
Integrantes de um grupo criminoso que movimentou cerca de R$ 54 milhões entre os anos de 2022 e 2024 tiveram os mandatos de prisão cumpridos na manhã desta sexta-feira (20). Ao todo, foram expedidos 10 mandatos e os suspeitos foram localizados em 5 regiões diferentes, sendo três em Cáceres, três em Poconé, dois em Várzea Grande, um em Taubaté (SP) e um em Cruzeiro do Oese (PR). As prisões fazem parte da Operação Concluiu Pantaneiro.
A apuração da Polícia Civil apontou que três alvos principais utilizavam de suas esposas para lavar o dinheiro do tráfico. O acusado de liderar o grupo criminoso tinha ligação direta com todos os envolvidos no esquema e foi preso nesta sexta em Cáceres. Conforme citado também pela polícia, a esposa do mandante do esquema atuava no núcleo financeiro lavando o dinheiro.
Segundo dados da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), foi visto que em 2023 e 2024 ela movimentou cerca de R$ 2.415,630,66, sem declaração da origem do valor. Ela trabalhava na sorveteria do casal.
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Outros envolvidos
Segundo a Polícia Civil, as investigações das ações criminosas tiveram início após a prisão de um dos membros do grupo, por tráfico de drogas na fronteira. Ele foi detido pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) com 461,275kg de drogas, em setembro de 2023, e continuou atuando no crime. As investigações apontaram que ele também lavava o dinheiro na organização criminosa com a ajuda de sua esposa, que recebia parte do valor do tráfico e repassava para os outros envolvidos. A mulher é manicure e não fez a declaração de imposto de renda entre os anos de 2022 a 2024, porém, movimentou cerca de R$ 3.923.800,65.
A maior parte do dinheiro foi transferia por uma empresa laranja de São Paulo e ela também recebeu outras transferências de empresa de fachada da região, o que resultou em sua prisão.
"“Entre 2023 e 2024, ele recebeu da companheira R$ 247.698,40, o que demonstra que a conta dela era utilizada como conta de passagem para que ele recebesse os valores oriundos do tráfico de drogas”, afirmou a delegada Bruna Laet, responsável pela investigação da Operação Conluio.
Na mesma investigação, foi apontado o envolvimento de Wagner Gonçalves Neto, 40, que morreu após trocar tiros com a equipe do Gefron em setembro de 2023. Ele tinha papel central no grupo criminoso pois era através dele a quadrilha mantinha contato entre si e recebiam os pagamentos do tráfico. Um dos suspeitos presos na mesma operação desta sexta é o filho dele, de 22 anos. Wagner também colocou o marido de sua irmã para auxiliar na logística de recebimento das drogas na fazenda em que o cunhado trabalhava, ambos foram presos.
Um casal também foi preso acusado de integrar a organização criminosa. Segundo a polícia, o suspeito de 39 anos era o responsável por repassar o pagamento do chefe do grupo para Wagner. A delegada da operação, Bruna Laet, afirmou que o investigado também recebeu valores do tráfico de drogas por meio de sua esposa, sendo um total de R$ 158.300.
Porém, foi apontado que ele não queria mais continuar recebendo as drogas a atrasou os pagamentos, o que não impediu que o homem fosse localizado e tivesse sua prisão cumprida também nesta sexta-feira (20) em Cruzeiro do Oeste (PR).
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