16 crimes EM 5 MESES 09.05.2026 | 16h40

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
Mato Grosso registrou três casos de feminicídio apenas nesta semana, sendo um em Cuiabá, outro em Tangará da Serra e o terceiro em Várzea Grande, elevando o alerta para a violência contra a mulher. De acordo com o Observatório Caliandra, 16 mulheres já foram mortas no estado nos primeiros 5 meses de 2026.
Nilza Antunes foi morta pelo companheiro e enterrada no terreno de sua propriedade. Ele queria seus bens. Elzilena Alves do Nascimento, 49, foi assassinada e o corpo abandonado em área de mata em Várzea Grande, o marido suspeitava de traição e admitiu o crime. Já a terceira vítima, Valéria Araújo Corrêa, foi executada em Tangará da Serra por um cliente. Ela fazia programas sexuais, como informou a investigação policial.
Diante do cenário alarmante, a delegada Jéssica Assis, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, reforçou a importância de familiares, amigos e pessoas próximas denunciarem sinais de violência doméstica, mesmo quando a vítima não consegue procurar ajuda.
Segundo a delegada, muitas mulheres deixam de registrar boletins de ocorrência por medo, dependência emocional ou por acreditarem que comportamentos abusivos fazem parte do relacionamento. “Tem muita coisa que às vezes pode parecer exagero. A família relatou que ele era muito controlador, até com ligações de celular que ela recebia. É necessário registrar boletim de ocorrência e procurar ajuda”, afirmou.
A autoridade policial explicou ainda que situações como controle excessivo, ameaças, agressões verbais e violência psicológica podem anteceder crimes mais graves, incluindo o feminicídio. Ela destacou que não apenas a vítima pode procurar a polícia. Familiares, vizinhos, amigos e testemunhas também podem registrar denúncias e relatar episódios suspeitos de violência doméstica.
“Não é só a vítima que precisa registrar boletim de ocorrência. Familiares podem registrar e também é possível fazer denúncias anônimas”, reforçou.
A delegada também orientou que casos de violência contra a mulher sejam denunciados por meio do Disque 180, canal nacional de atendimento e denúncia anônima. Conforme ela, todas as informações recebidas pelas delegacias especializadas são investigadas com rapidez.
Além do apoio policial, mulheres em situação de violência também devem buscar acompanhamento psicológico e auxílio na rede de proteção social, como CRAS, CREAS e unidades de saúde.
“A violência doméstica é um ciclo difícil de ser rompido, mas é importante buscar ajuda antes que os crimes escalem para o feminicídio”, concluiu a delegada.
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