LÍDER CRIMINOSO 07.02.2021 | 15h12

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Reprodução
Com diversas condenações por formação de quadrilha, envolvimento com o crime organizado, receptação e outras ações criminosas, o detento Luciano Mariano da Silva, popularmente conhecido como "Marreta", já tentou virar "homem de Deus" após confessar ter assassinado um colega de cela.
Natural de Flexeiras (AL), Marreta, 39 anos, constituiu sua vida no mundo do crime em Mato Grosso, onde evoluiu na hierarquia do Comando Vermelho - alcançando o cargo de líder estadual - até que fundou um "puxadinho" na organização e desenvolveu sua própria célula criminosa.
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As grades da Penitenciária Central do Estado (PCE), onde Marreta está preso, não foram suficientes para esgotar as atividades criminosas do detento. Ao longo dos anos, as ações ilícitas do reeducando foram executadas tanto dentro quanto fora da prisão.
Mesmo fisicamente aprisionado, Marreta utilizava de sua influência junto à facção em um trabalho de logística meticulosa que garantiu o controle da distribuição de drogas em Mato Grosso, lavagem de dinheiro e expansão da organização.
Além do longo histórico de envolvimento com o tráfico de drogas, o detento também já atuou na composição de organização criminosa voltada para roubo de veículos.
Em 2017, de dentro do presídio, Marreta demonstrou sua 'versatilidade' no mundo do crime ao coordenar 60% dos roubos de veículos da Baixada Cuiabana em um esquema que movimentou, no mínino, R$ 1,2 milhões.
Apesar de toda sua atuação extensa atuação externa, Marreta ganhou ainda mais destaque após executar outro líder do Comando Vermelho, dentro da PCE, em outubro de 2019.
Marreta assumiu o assassinato de Paulo Cesar dos Santos, o "Petróleo", após ser "traído" pelo amigo. À época, o corpo do detento foi encontrado em uma cena que sugeria que o mesmo teria cometido suicídio, fato que se mostrou inverídico posteriormente.
Após o assassinato de Petróleo, Marreta encaminhou uma carta escrita de próprio punho à diretoria da PCE narrando que gostaria de sair da vida de crimes e se tornar um homem de Deus. Na suposta tentativa de reconciliação com o divino, o preso chegou a pedir uma bíblia e uma harpa cristã.
Passado pouco mais de um ano do ocorrido, Marreta voltou a ser apontado como líder de organização criminosa. Desta vez, contudo, não mais como liderança estadual, mas como fundador de nova célula criminosa.
Conforme noticiado pelo portal, informações divulgadas pela força-tarefa que deflagrou a Operação Parasita, nesta sexta-feira (5), o detento fundou uma espécie de extensão criminosa dentro do Comando Vermelho na qual era o principal líder em uma rede que envolvia faccionados distribuídos por outros 3 estados brasileiros.
Ao todo, até o fim da manhã desta sexta, 20 pessoas foram presas, sendo que 4 já estavam dentro da PCE, incluindo o Marreta. Há ainda outros 3 presos em presídios da Paraíba, um em Pernambuco e outro em Mato Grosso do Sul. Há ainda informações de que familiares de Marreta estão entre os presos, um deles seu irmão, já com passagens por tráfico.
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