DEU NA GAZETA 11.07.2021 | 08h02

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Secom-MT
Setor de transporte de cargas se tornou um dos principais alvos do crime organizado em Mato Grosso. Roubos e furtos de cargas não só financiam como são opções para lavagem de dinheiro de facções criminosas. Números repassados pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Mato Grosso (Sindmat), indicam que os roubos no primeiro semestre deste ano tiveram aumento de 90% e os furtos de 348%.
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De acordo com o presidente, Eleus Vieira Amorim, nunca na história do Estado se roubou tanta carga e o segmento se tornou tão vulnerável. Somente o setor de transporte de defensivos agrícolas mostra um aumento de 55% no registro de ataques.
Os números repassados extra-oficialmente pela Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesp), apenas reforçam uma situação denunciada há anos, diz Eleus. Se antes as cargas de eletroeletrônicos, combustíveis e defensivos agrícolas figuravam como as preferidas dos bandos criminosos, hoje as cargas de grãos ganham destaque.
Além do grande número de oferta do produto que circula pelas rodovias, a dificuldade em identificar e rastrear a carta favorece as ações criminosas. De acordo com Eleus, a maior empresa que atua no setor graneleiro do Estado, contabilizou entre janeiro e junho cerca de 150 ataques no transporte das cargas, entre roubos e furtos.
Outro indicativo que mostra o quanto a situação é crítica no Estado está na redução drástica de seguradoras para o setor. Enquanto que em 2011 eram 20 empresas do ramo atuando, hoje são apenas 3. Com o avanço do crime organizado, os empresários cada vez estão mais acuados e veem os custos crescerem. Os prejuízos não se resumem a carga, mas veículos avaliados em até R$ 1, 1 milhão, usados no transporte dos produtos, são roubados e desmanchados para revenda de peças.
Recentemente um traficante faccionado foi preso em operação policial na região norte do estado, quando se constatou
que ele já havia investido em duas grandes fazendas usadas como ponto de apoio para os roubos e furtos de cargas agrícolas, lembra o presidente do Sindsmat que reúne 350 empresas associadas que empregam 53 mil trabalhadores em 3,9 mil empresas do setor, operando com frota de 30 mil veículos.
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