dois assassinatos por dia este ano 25.03.2026 | 17h50

maria.klara@gazetadigital.com.br
João Vieira
Uma série de corpos encontrados em diferentes municípios em um intervalo de apenas quatro dias acende o alerta para o avanço da violência em Mato Grosso. Os casos recentes envolvem vítimas executadas, desaparecidas e localizadas já em estado de decomposição, reforçando um cenário preocupante no estado.
Na manhã desta quarta-feira (25), um homem foi encontrado morto em Cuiabá. A vítima foi identificada como Luis Felipe Campos de Amorim Leite, 33. Ele estava ao lado do muro de um condomínio, com marcas de tiros na cabeça. Segundo a Polícia Militar, o homem utilizava tornozeleira eletrônica, o que permitiu sua identificação.
Um dia antes, na terça-feira (24), outro corpo foi localizado, desta vez em Rondonópolis (215 km ao Sul). Edmilson Martins dos Santos Júnior, 28, foi encontrado em uma estrada rural com diversas perfurações pelo corpo, a maioria provocada tiros.
Também na terça-feira, em Cáceres (220 km a Oeste), o jovem João Vitor Oliveira do Nascimento, 18, que estava desaparecido desde o dia 16 de março, foi encontrado morto em estado avançado de decomposição, nas proximidades de um cemitério.
Já no domingo (22), a jovem Alice Viana, 22, foi encontrada morta em uma estrada rural no distrito de Guatá, em Colniza. Ela estava desaparecida desde o dia 19, e o caso segue sob investigação.
No mesmo dia, outro corpo em avançado estado de decomposição foi localizado boiando em um rio, nos fundos de um seminário, em Diamantino. A vítima, aparentemente um homem, ainda não identificada.
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Violência em alta
A sequência de ocorrências em poucos dias reflete um cenário alarmante de criminalidade que já vinha sendo apontado por dados oficiais. Apenas nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, Mato Grosso registrou 95 vítimas de homicídio doloso, uma média de dois assassinatos por dia, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Entre os municípios, Cuiabá lidera o ranking, concentrando 12 assassinatos nesse período.
Os casos recentes mostram padrões que se repetem: execuções com disparos de arma de fogo, corpos abandonados em áreas isoladas e vítimas encontradas dias após o desaparecimento. A dinâmica reforça a complexidade dos crimes e a possível relação com organizações criminosas, embora as investigações ainda estejam em andamento.
Diante da frequência dos registros, cresce a preocupação com a escalada da violência e a sensação de insegurança, especialmente no interior do estado, onde muitos dos casos têm sido registrados.
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