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Cuiabá, Quinta-feira 04/06/2026

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‘PRETA NOJENTA’ 04.06.2026 | 09h32

Síndica é alvo de ofensas racistas, perseguida e agredida por moradora de condomínio em VG

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A síndica do Condomínio Chapada dos Buritis, em Várzea Grande, registrou um boletim de ocorrência denunciando uma moradora por perseguição, injúria racial, ameaças e agressão física. O caso envolve a síndica Selma Guimarães Souza, que foi alvo de uma série de ataques verbais e físicos dentro do residencial. Câmeras de segurança registraram toda a ação.

 

Segundo Selma, os conflitos começaram após a moradora fazer uma reclamação sobre uma infiltração em seu apartamento. De acordo com a síndica, laudos técnicos contratados pelo condomínio apontaram que o problema tinha origem em uma unidade superior, descartando qualquer responsabilidade da administração do condomínio.

 

Mesmo após a conclusão técnica, a moradora se revoltou e passou a cobrar providências da gestão do condomínio. Então, iniciou uma série de abordagens agressivas à síndica e a funcionários do residencial.

 

O episódio mais grave ocorreu no dia 29 de maio. Conforme o boletim de ocorrência, Selma foi perseguida pelo pátio do Condomínio Chapada dos Buritis enquanto a moradora proferia ofensas e ameaças na presença de outras pessoas.

 

Entre as expressões citadas no registro policial estão "sua preta incompetente", "verme" e a ameaça "você me paga". Novamente, toda a situação foi registrada pelas câmeras de segurança do condomínio.

 

A perseguição continuou até o salão de festas, onde Selma participava de uma reunião com representantes de uma empresa terceirizada. No local, a moradora voltou a ofendê-la, apontando o dedo em seu rosto e utilizando expressões como "preta nojenta", "incompetente" e "jumenta".

 

O vídeo do sistema de monitoramento registrou o momento em que a síndica foi empurrada durante a discussão e precisou ser protegida por funcionários da empresa privada que estavam na reunião. Mesmo após ser contida, a suspeita pega uma cadeira e tenta arremessá-la contra Selma.

 

Em entrevista, a síndica afirmou que a ação foi planejada. A mulher chegou a enviar áudios, um dia antes das agressões, estimulando outros moradores a protestarem e agredirem a síndica.

 

"Um dia antes desse acontecimento ela já planejava reunir as pessoas e descer para a frente do condomínio para me agredir. Tem áudios dela chamando as pessoas. Tudo que ela fez foi planejado, ela queria realmente que as pessoas se comovessem com ela e viessem para cima de mim", conta.

 

No dia 29 de maio, a moradora surgiu agressiva, com vários palavrões contra a equipe de funcionários e contra a síndica.

 

"A menina da administração me ligou informando que ela estava lá, muito alterada. E aí eu desci. Quando eu vi que ela veio na minha direção, eu imediatamente liguei para a polícia. E mesmo falando com a polícia, ela continuou me xingando com palavras como 'sua podre, nojenta, verme, você não é nada perto de mim, eu ganho R$ 15 mil, sou funcionária pública'. E foi assim, ela estava falando um monte de coisa."

 

Mesmo diante da Polícia Militar, a mulher não parou com as ofensas. "Ela foi falando 'preta, nojenta, pobre'. E mesmo eu ligando para a polícia, ela continuou falando essas coisas. O policial falava 'se afasta dela', mas ela não parava."

 

A moradora já tem histórico de agressões em público. Em 2020, foi denunciada após ofender e agredir uma cliente no Shopping de Várzea Grande, onde procurou uma briga, agrediu, humilhou e ofendeu a mulher por causa de uma cadeira na praça de alimentação.

 

Neste caso mais recente, a síndica informou que já foram ajuizadas três ações criminais relacionadas ao caso. A moradora deverá responder pelos crimes de perseguição, injúria racial e difamação. Além disso, também vai ajuizar novo processo na esfera cível, para reparação por danos morais. O caso é investigado pela Polícia Civil.

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