RUÍDO ENTRE PIVETTA E SINFRA 20.07.2026 | 17h58

laisa@gazetadigital.com.br
TV Vila Real
O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que a situação do Bus Rapid Transit (BRT) já deveria ter sido resolvida, mas que, “infelizmente”, os atrasos, “inclusive alguns da própria prefeitura”, impossibilitaram a operação. Segundo ele, a Assembleia Legislativa (ALMT) também falhou, mas não por falta de cobranças, uma vez que instituíram a Comissão do Fiscaliza Mato Grosso para uma “atuação marcante” de controle das obras.
“Tanto é que já fizemos algumas obras do Estado, recentemente na BR-163. Por sinal, a gente tem que ser justo, a obra está sendo muito bem feita. Realmente, com uma fiscalização de qualidade técnica, mas o BRT ficou aí, a Deus dará, e continua nesse impasse”, declarou ao Jornal do Meio-Dia nesta segunda-feira (20).
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Ainda, Júlio Campos pontuou a existência de um ruído de comunicação entre o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e a Secretária de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Já que ambos vêm divulgando dadas divergentes para entregas e conclusões do BRT.
“O governador Pivetta fez o compromisso de que, até dezembro, estariam circulando os ônibus daqui de Cuiabá até o aeroporto do Marechal. [Entretanto], não entendi essa jogada do governador falar uma palavra e a Secretaria de Infraestrutura fazer uma promulgação de contrato. Então está havendo choque de gestão, no sentido de o BRT funcionar. E quem está sofrendo? É o povo cuiabano, é o povo brasileiro, é o comerciante. Essa obra é inaceitável do jeito que ela é”, destacou.
Questionado sobre as polêmicas envolvendo o secretário da Sinfra, Marcelo Padeiro, por ter deixado audiência sobre as obras alegando um "risco de infarto", o deputado disse que as investigações cabem aos órgãos responsáveis. Ele ainda provocou o Ministério Público (MPMT), cobrando atuação.
“Realmente, essa parte já cabe ao CGE, ao Ministério Público. Atenção, Ministério Público de Mato Grosso. Está na hora de reagir. O TCE tem atuado. [...] No entanto, o nosso Ministério Público continua quieto, calado, sem agir como deveria agir. Foi muito seletivo e agora continua seletivo. Nada se investiga por parte das obras do governo estadual, nos erros e desmandos que estão ocorrendo”, concluiu.
Procurado pela equipe do
, o MP informou que há investigações em andamento sobre o assunto, mas declarou que não responderá às falas do deputado.
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