crime sob apuração 13.03.2026 | 15h59

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SóNotícias
O delegado Bruno França foi exonerado do comando da delegacia de Polícia Civil na cidade de Sorriso (397 km de Cuiabá). A medida ocorre após a unidade ser palco um caso de estupro cometido contra uma detenta, além do vazamento de conversas que colocaram em xeque a atuação da corporação. Os crimes ainda são investigados.
O ato é assinado pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Garcia, tendo sido publicada no Diário Oficial do Estado nessa quinta (12), mas com validade a partir do dia 3 de março. Não foi indicada a motivação para a medida nem a nova lotação do policial.
Escândalo na delegacia
O caso veio à tona em 1º de fevereiro, quando o policial civil Manoel Batista da Silva foi preso acusado de estuprar uma detenta na carceragem da delegacia de Sorriso. Conforme o relato da vítima, o crime ocorreu entre a noite do dia 9 de dezembro de 2025 e o dia 10.
A mulher foi abusada quatro vezes, sendo que em uma delas o acusado não utilizou preservativo. Exames periciais confirmaram os abusos e encontraram material genético do servidor no corpo da vítima.
Antes que o caso fosse esclarecido, vazaram nas redes sociais capturas de tela de supostas conversas entre os policiais da cidade. Os diálogos falam em “comer” e escaldar “piranha”, em referência à uma detenta que estava no local. Essa fala teria sido feita antes do dia 7 de novembro, isto é, antes do caso de estupro. Além disso, há conversas sobre matar e agredir suspeitos, forjar prisões e confrontos.
Por meio de nota divulgada na época dos fatos, o delegado Bruno França classificou as mensagens como falsas ou tiradas de contexto. O conteúdo seria, supostamente, de um aparelho celular da unidade policial furtado em outubro de 2025.
Na mesma nota, o delegado disse que o objetivo com a divulgação das conversas era “deslegitimar o trabalho realizado pela Polícia Judiciária Civil” e que induzem falsamente que as pessoas acreditem que “existem comportamentos ilícitos por parte dos policiais”.
O policial acusado do estupro se tornou réu pelo crime com o agravante de abuso de autoridade, abuso de poder e pelo fato da vítima estar sob responsabilidade de uma autoridade.
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