POR DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA 12.06.2026 | 09h08

redacao@gazetadigital.com.br
Divulgação
Advogado da mulher que denunciou ter sido estuprada dentro da Delegacia de Polícia de Sorriso solicitou ao Ministério Público Estadual (MPE) que ofereça denúncia por denunciação caluniosa contra o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, 52.
Na representação, Walter Djones Rapuano, advogado da vítima, sustenta que Manoel registrou boletim de ocorrência contra a vítima e seu advogado, dando causa à instauração do procedimento investigativo, mesmo tendo conhecimento da inocência dos envolvidos. Segundo a petição, o próprio inquérito teria concluído pela inexistência de elementos que comprovassem o crime atribuído aos dois, sugerindo o arquivamento do caso.
Defesa argumenta que a medida teria sido uma tentativa de descredibilizar a denúncia de estupro feita pela vítima. A ex-detenta denunciou ter sofrido violência sexual dentro da Delegacia de Polícia de Sorriso, em dezembro de 2025, quando estava sob custódia do Estado.
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Conforme os autos, exames periciais apontaram compatibilidade entre o perfil genético do cromossomo Y encontrado em material coletado da vítima e o perfil genético de Manoel Batista da Silva. O laudo concluiu que o investigador "não pode ser excluído" como fonte biológica do material analisado.
Ele também menciona que chegou a ser indiciado pelos crimes de estupro e abuso de autoridade, teve a prisão preventiva decretada e foi denunciado pelo Ministério Público. A denúncia foi recebida pela Justiça, e a ação penal segue em tramitação na 2ª Vara Criminal de Sorriso.
No pedido encaminhado ao Ministério Público, a defesa requer que Manoel seja denunciado por duas vezes pelo crime de denunciação caluniosa, em concurso formal, em razão das acusações dirigidas contra a vítima e ao advogado.
O caso
Conforme noticiou o
, a prisão de Manoel aconteceu no dia 1 de fevereiro deste ano, resultado de uma investigação que apurava o crime sexual dentro da unidade policial contra a detenta, que tem 25 anos. A denúncia aconteceu há cerca de 50 dias. O investigador foi mantido preso após passar por audiência de custódia. A vítima acusa o servidor da Segurança de cometer estupro por 4 vezes na noite em que permaneceu na delegacia, entre 8 e 9 de dezembro.
Nesta quinta-feira (12) a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso confirmou, por meio de exame de DNA, que houve conjunção carnal entre um investigador da Polícia Civil, Manoel Batista da Silva e a mulher que estava sob custódia. O resultado pericial aponta o servidor público como autor do crime de violência sexual.
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