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pretendiam fazer outras vítimas 10.01.2026 | 07h50

Último foragido por morte de 3 motoristas de aplicativo é preso em Juína

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Foi preso o último foragido investigado pela Polícia Civil por envolvimento na morte de 3 motoristas de aplicativo ocorrida em abril de 2024, em Várzea Grande. A captura aconteceu no fim da tarde dessa sexta-feira (09), no município de Juína (735 km a Noroeste).

 

Akcel Lopes Campos, de 22 anos, estava foragido, havia contra ele um mandado de prisão expedido em 17 de abril de 2024. Akcel foi indiciado por roubo seguido de morte (latrocínio), extorsão qualificada, associação criminosa majorada, corrupção de menores e ocultação de cadáver.

 

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que aponta Akcel como o quinto integrante do grupo responsável pelos assassinatos dos motoristas Elizeu, Márcio e Nilson.

 

De acordo com a polícia, o grupo utilizava o perfil de uma mulher em aplicativo de transporte para atrair as vítimas. Após aceitarem a corrida, os motoristas eram rendidos, informados de que se tratava apenas de um assalto e levados para áreas de mata, onde acabavam executados.

 

Os carros das vítimas, que eram alugados, foram encontrados abandonados no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, possivelmente deixados no local para “esfriar”, prática usada para evitar rastreamento.

 

Condutas criminosas

 

Reprodução

Nilson Nogueira, Márcio Rogério Carneiro e Elizeu Rosa Coelho motoristas de aplicativo

 

A DHPP coletou informações, provas testemunhais e periciais que embasaram o inquérito e auxiliaram no esclarecimento dos crimes e na definição da conduta de cada um dos envolvidos. De acordo com o delegado Maurício Maciel Pereira, que participou das investigações, os 5 autores tinham vínculos de amizade e combinaram para cometer os crimes contra os motoristas de aplicativo.

 

“Ainda que houvesse certa alternância dos suspeitos, foi demonstrado que todos tinham conhecimento de todas as ações do grupo. As vítimas eram atraídas por solicitações de corridas feitas pela mulher presa e por um dos adolescentes que usou o celular de sua mãe”, explicou o delegado, acrescentando que após serem rendidas, as vítimas foram agredidas e obrigadas a informar senha bancária de suas contas, onde os indiciados realizaram saques e compras.

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A investigação apontou que todas as corridas que terminaram com as mortes dos motoristas foram solicitadas da região do bairro Cristo Rei e tiveram como destino final o bairro Cohab Primavera, em Várzea Grande. Depois de executar as vítimas com pauladas, faca e canivete, e deixar os corpos em pontos distantes do município, o grupo escondeu os veículos roubados com o fim de “esfriar”, para que posteriormente pudesse repassá-los à frente.

 

A investigação apontou ainda que a mulher presa tinha relação afetiva com um dos adolescentes, um dos principais executores das ações, que relatou ainda que ela tinha conhecimento dos roubos e das mortes das vítimas e que era quem conseguiria os receptadores para os veículos roubados.

 

Frieza e crueldade

 

Durante interrogatórios, o jovem de 20 anos e os dois adolescentes de 15 anos alegaram que a intenção era roubar para “levantar um dinheiro” e que os veículos não tinham destinação específica. O adulto declarou ainda que desde que conheceu os dois adolescentes, os 3 passaram a tramar os roubos a motoristas de aplicativos para levar os veículos e vendê-los com a intenção de comprar armas de fogo.

 

Durante o roubo à primeira vítima executada, um deles relatou que ao pedir a senha do banco e a vítima negar, passaram a agredir o motorista e ao retirá-lo do carro, um dos adolescentes desferiu os golpes de faca.

 

Outro adolescente, que assumiu os crimes, contou que conheceu os acusados há dois meses na praça central do Cristo Rei, e se mudou para Várzea Grande vindo de Rio Branco (AC) após seu irmão mais velho ser morto em um assalto, quando tentaram roubar um mercado e o proprietário reagiu.

 

Ele disse ainda que em todas as abordagens foram de “cara limpa”. E quando foram abordar o motorista que estava com o Uno prata, ele levou uma faca, pois estava com vontade de matar uma pessoa para vingar a morte do seu irmão e que a vítima chegou a implorar para que não a matasse.

 

Para um dos motoristas, os assassinos chegaram a dizer que ele poderia “ficar de boa, pois seria liberado”. Porém, assim que mandaram a vítima sair do veículo, um dos adolescentes desferiu uma facada nas costas do motorista e mesmo depois de ver que a vítima morreu, ele continuou desferindo os golpes.

 

O delegado Nilson André Farias, que também conduziu as investigações, destacou que o trio não pretendia parar com as ações criminosas.

 

“Nós consideramos esse trio verdadeiros ‘serial killers’, porque eles deixaram claro que não parariam e que o objetivo, além de ficar com o bem, era matar a vítima, independente se ela reagisse ou não. Eles tentaram fazer uma primeira vítima, que sobreviveu, da mesma forma com que concluíram as mortes dos outros três motoristas, com a mesma similaridade e modo de execução. Eles praticaram o primeiro crime e deu certo, e seguiram com as demais mortes. Dessa forma, na segunda-feira eles tinham a intenção de continuar com a ação criminosa, como deixaram claro nos interrogatórios”, disse o delegado.

 

“Foi um desfecho extremamente triste e deixa a todos chocados, não apenas a sociedade, mas a nós policiais também. Mas o empenho de toda a equipe da DHPP resultou na apreensão e prisões dos responsáveis e demos uma resposta sobre os fatos lamentavelmente ocorridos. Não é o que esperávamos, queríamos encontrar as vítimas com vida, mas estamos com a sensação de dever cumprido ao chegar à responsabilização dos autores”, pontuou o delegado Olímpio da Cunha Fernandes Jr.

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