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cumpria duas penas distintas 12.03.2026 | 16h21

Corregedoria apura possível falha na soltura de acusado de matar a irmã

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Reprodução

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso instaurou procedimento para apurar as circunstâncias relacionadas à soltura de Marcos Pereira Soares, acusado de matar a própria irmã, Estefane Pereira Soares, 17, crime ocorrido na noite de quarta-feira (11), em Cuiabá. O criminoso cumpria pena por assassinato e também respondia a outro delito.

Em análise preliminar, foi identificada possível falha humana na verificação de dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). A inconsistência estaria relacionada à existência de dois Registros Judiciais Individuais (RJI) vinculados ao nome da mesma pessoa.

De acordo com o delegado Caio Albuquerque, o suspeito já possuía uma condenação definitiva de 19 anos de prisão por homicídio, ocorrido anteriormente no bairro Três Barras, em Cuiabá. Apesar de já ter cumprido parte da pena, ainda não havia o necessário para que ganhasse liberdade.

 

O delegado explicou que, durante o período em que esteve preso, o homem também respondeu a outro processo por lesão corporal contra a então companheira, o que resultou em uma segunda condenação, com pena menor.

Leia também - Corpo de jovem morta pelo irmão tinha marcas de agressão e queimaduras

 

Segundo Albuquerque, foi justamente nesse segundo processo que foi expedido um alvará de soltura, por se tratar de uma sentença mais branda.

 

“Ele respondia a uma condenação definitiva de 19 anos por homicídio. Já tinha cumprido parte da pena, mas ainda tinha tempo a cumprir. Paralelamente, teve uma acusação de lesão corporal contra a convivente, que gerou uma nova condenação com pena menor. Dessa condenação saiu um alvará de soltura”, explicou.

 

Ainda conforme o delegado, na checagem realizada para cumprimento do alvará não foi identificada, inicialmente, nenhuma pendência que impedisse a liberação do preso.

 

“A informação preliminar da Corregedoria da Polícia Penal é que, nas checagens feitas para o cumprimento do alvará, não se verificou uma eventual pendência que impedisse aquela soltura”, afirmou.

 

A Corregedoria informou que já instaurou procedimentos administrativos para apurar detalhadamente o que ocorreu e identificar o motivo da inconsistência.

 

“Todas as providências estão sendo tomadas para verificar de forma profunda o que aconteceu. Procedimentos já foram instaurados para que se tenha uma resposta e uma conclusão sobre o que de fato ocorreu”, completou o delegado.

 

Até o momento, não há indícios de falha no funcionamento do sistema, e as investigações seguem para esclarecer as circunstâncias que levaram à liberação do suspeito.

Corpo encontrado

Estefany estava desaparecida desde terça-feira (10), conforme já divulgou o . A mãe, ao encontrar o filho, já na quarta-feira (11), o pressionou para saber do paradeiro da jovem. Porém, o suspeito desconversava. Ela o levou para casa e acionou outros familiares, porém, ao perceber a “armação”, fugiu para dentro de um matagal.

 

Família começou a buscar pela jovem na região até que, por volta das 21h30, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou que o corpo da jovem foi encontrado dentro do córrego.

 

Vítima estava submersa na água, apenas com as pernas para fora. Vítima apresentava ferimentos pelo corpo. Cena foi isolada para os trabalhos do Corpo de Bombeiros, DHPP e Perícia Oficial (Politec).

 

Em seguida, com o apoio da Polícia Militar, o suspeito foi preso já na madrugada de quinta, na região do CPA. Ele foi flagrado andando pela avenida Brasil, quando foi abordado.

 

Ele foi encaminhado para a DHPP, onde vai ser ouvido. A motivação do crime segue sob investigação.

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