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Crime brutal 26.04.2026 | 17h00

Um ano após feminicídio, morte de adolescente em Cuiabá ainda revolta pela crueldade

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Nesta semana, o assassinato de Heloysa Maria de Alencastro Souza, de 16 anos, que foi cometido de forma cruel dentro da própria casa, em Cuiabá, em 22 de abril de 2025, completou um ano. E, mesmo após esse tempo, o caso ainda provoca revolta pela violência e frieza com que o crime foi cometido.

 

Heloysa foi morta no dia 22, enquanto estava em casa, no bairro Morada do Ouro. O caso inicialmente foi tratado como roubo de veículo com refém, após o furto de um HB20 da família.

 

Durante as buscas, equipes policiais rastrearam o trajeto do carro por meio das câmeras do programa Vigia Mais MT e localizaram placas do veículo descartadas em uma área de mata, o que ajudou a direcionar as diligências.

 

O corpo da adolescente foi encontrado na madrugada do dia 23, em um poço desativado, na região da Avenida Dubai, no bairro Ribeirão do Lipa. A perícia apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica, por estrangulamento com um cabo USB.

 

As investigações revelaram que o crime foi planejado e teve motivação passional. O padrasto da vítima, inconformado com o fim do relacionamento com a mãe da adolescente, teria arquitetado a ação e simulado um roubo para encobrir o assassinato.

 

Ele contou com a participação do próprio filho e de outros adolescentes. Ao todo, quatro suspeitos foram identificados. Um adolescente de 17 anos foi apreendido e um dos envolvidos, Gustavo Benedito Junior Lara de Santana, filho do padrasto, foi preso ainda na madrugada do dia 23.

 

Durante a abordagem, os suspeitos tentaram fugir, um deles pelo telhado da residência onde estavam escondidos. Já Gustavo foi localizado tentando se esconder na casa da avó e indicou à polícia onde o veículo roubado estava.

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O terceiro suspeito, Benedito Anunciação de Santana, padrasto de Heloysa, servidor público à época, também foi preso e posteriormente exonerado do cargo na Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci). Um quarto envolvido, de 15 anos, também foi apreendido.

 

A brutalidade do crime ficou ainda mais evidente com os laudos periciais, que apontaram múltiplas lesões pelo corpo da vítima, além do estrangulamento que causou a morte. Após o assassinato, o corpo foi descartado no poço.

 

A mãe da adolescente também foi agredida pelos criminosos ao chegar na residência, sem saber que a filha já estava morta.

 

O caso foi solucionado em menos de 10 horas, com atuação integrada das forças de segurança e uso de tecnologia. Mesmo assim, a violência do crime e o envolvimento de pessoas próximas à vítima causaram forte impacto em todo o estado.

 

Além do feminicídio, os envolvidos também devem responder por outros crimes, como lesão corporal no contexto de violência doméstica. Segundo a Polícia Civil, todos assumiram o risco dos atos ao participarem da ação criminosa.

 

Diante da gravidade, a Justiça determinou que o padrasto e o filho sejam levados a júri popular. Ambos seguem presos preventivamente.

 

Pai e filho foram pronunciados ao Tribunal do Júri em agosto do ano passado, mas recorreram da decisão e ainda aguardam o julgamento. O recurso não tem data para ser julgado pelo TJMT. Se forem a júri popular, responderão por feminicídio qualificado, roubo majorado, tentativa de extorsão majorada, lesão corporal em contexto de violência doméstica e ocultação de cadáver.

 

Um ano depois, a execução da adolescente segue como um dos episódios mais bárbaros recentes em Mato Grosso, marcada não só pela violência, mas pelo envolvimento de pessoas próximas à vítima e pela frieza na tentativa de encobrir o assassinato.

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