LAVAGEM DE DINHEIRO 19.06.2026 | 07h32

yuri@gazetadigital.com.br
Divulgação
Uma Lamborghini Huracán EVO, avaliada em aproximadamente R$ 3,8 milhões, foi apreendida nesta quinta-feira (18) em um condomínio de luxo, na baixada cuiabana, durante a Operação Cavalo de Aço, deflagrada pela Polícia Civil de Sergipe para combater crimes de lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica.
O nome dos alvos não foi divulgado. Vídeo recebido pelo
mostra o momento em que o veículo apreendido é levado pelos policiais.
A ação foi coordenada pela Divisão de Narcóticos da Delegacia Regional de Estância (SE) e contou com o apoio de unidades especializadas da Polícia Civil. Mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente em Sergipe e Mato Grosso, incluindo buscas e apreensões, bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e retenção de passaportes dos principais investigados.
Segundo as investigações, a Lamborghini era um dos principais patrimônios utilizados pelo grupo para ocultação de bens e movimentação de recursos de origem suspeita. O veículo foi localizado em um condomínio de alto padrão na capital mato-grossense e apreendido por determinação judicial.
De acordo com a Polícia Civil, embora o automóvel fosse ostentado por um dos investigados, a propriedade real estaria vinculada a outro integrante do esquema, que acumula dívidas judiciais superiores a R$ 4 milhões e utilizava terceiros para esconder patrimônio e dificultar ações de cobrança.
As apurações revelaram ainda uma intensa movimentação financeira incompatível com a renda declarada pelos suspeitos. Um dos investigados, que informava ganhos mensais em torno de R$ 3 mil, teria movimentado mais de R$ 12,5 milhões em sua conta bancária em curto período. Ele também é apontado como responsável pelo pagamento de R$ 3,1 milhões ao vendedor original da Lamborghini.
A investigação identificou empresas sem atividade econômica compatível com os valores movimentados. Conforme a polícia, milhões de reais circulavam por contas empresariais sem comprovação de origem lícita, em uma estrutura criada para dificultar o rastreamento dos recursos.
A quebra de sigilo telemático também reuniu elementos que reforçam a ligação dos investigados com o veículo. Entre as provas obtidas está a compra de uma peça específica para a Lamborghini, documento que, segundo os investigadores, vincula diretamente um dos alvos à manutenção e utilização do carro.
Para dificultar a localização do patrimônio, a Lamborghini foi transferida para outro estado e registrada em nome de uma empresa criada poucos dias antes da negociação. A empresa, segundo a Polícia Civil, possui ligação com pessoas investigadas por tráfico de drogas.
Além do superesportivo apreendido em Cuiabá, a operação resultou na apreensão de outros bens de luxo, incluindo um Camaro amarelo, uma caminhonete Dodge Ram e imóveis de alto padrão em Sergipe. Também foram bloqueadas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Os passaportes de dois dos principais alvos foram recolhidos devido ao risco de fuga para o exterior. As investigações continuam e agora entram em uma nova fase, com análise dos equipamentos eletrônicos apreendidos e coleta de novos depoimentos para identificar outros envolvidos e rastrear a origem dos valores movimentados pelo grupo criminoso. (Com informações da assessoria)
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