'DEPUTADOS VIRARAM AS COSTAS' 10.04.2026 | 15h20

ana.frutuoso@gazetadigital.com.br
Reprodução
O prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que Cuiabá vem sendo prejudicada por decisões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que, segundo ele, estariam “virando as costas” para a capital. Como principal exemplo, citou a aprovação da transferência do Hospital Júlio Müller (HUJM) para Santo Antônio de Leverger.
Durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia desta quinta-feira (9), o prefeito avaliou que a mudança compromete a rede de saúde cuiabana, já que a unidade é referência em diversos atendimentos, incluindo procedimentos especializados e atendimento infantil.
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“Falei com eles, já fui atrás, não mudaram. E a prefeita de Santo Antônio de Leverger deu entrevistas como se o hospital já fosse dela. Então, o próprio pessoal do hospital já se posicionou preocupado com a situação, o governo do Estado também. A Assembleia Legislativa ainda continua silenciada sobre o caso”, explicou Brunini.
Em coletiva na semana passada, o novo secretário de Saúde de Mato Grosso (SES), Gilberto Figueiredo, afirmou que o hospital deve permanecer vinculado a Cuiabá, argumentando que a unidade foi planejada dentro da lógica do SUS para atender principalmente a Baixada Cuiabana. Segundo ele, uma eventual transferência da gestão para Santo Antônio de Leverger traria dificuldades operacionais, já que o município não teria estrutura suficiente para assumir a responsabilidade sem grandes adaptações.
Figueiredo também alertou que essa mudança poderia atrasar o funcionamento do hospital, destacando que, apesar de a obra estar avançada, ainda há etapas importantes, como a equipagem, a definição de equipes e a organização da gestão, antes do início dos atendimentos.
Além do HUJM, o prefeito destacou perdas financeiras significativas após a mudança nas regras de distribuição da cota-parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que, segundo ele, retirou cerca de R$ 100 milhões por ano de Cuiabá. Para Abilio, essas medidas demonstram que os grandes municípios estão sendo colocados em segundo plano nas decisões do Legislativo estadual, apesar de sua relevância econômica e populacional.
A perda de arrecadação citada pelo prefeito Abilio Brunini está relacionada à mudança nos critérios de distribuição da cota-parte do ICMS em Mato Grosso, estabelecida pela Lei Complementar nº 746, aprovada pela Assembleia Legislativa em 30 de agosto de 2022. A norma alterou a forma de divisão dos recursos entre os municípios, reduzindo o peso exclusivo da atividade econômica e ampliando critérios como educação, saúde e indicadores sociais. A lógica da mudança é tornar a distribuição mais equilibrada e incentivar melhores resultados em políticas públicas, fazendo com que municípios menores, que antes arrecadavam menos, passem a receber uma fatia maior.
“Percebo a Assembleia Legislativa, de certa forma, virando as costas para Cuiabá. Por mais que eu tenha ali o presidente fazendo um aceno para a gente, por mais que tenhamos alguns outros deputados lutando por nós, a capital, Várzea Grande, Rondonópolis e as grandes cidades do Estado de Mato Grosso acabaram ficando em segundo plano na atividade estadual”, concluiu.
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