à véspera da cassação 05.03.2020 | 15h04

jessica@gazetadigital.com.br
João Vieira
A tônica da sessão na Câmara de Vereadores foi o processo de cassação do vereador Abílio Junior (PSC), que será votado na sexta-feira (6). Troca de acusações e convocação da população para defender o parlamentar dominaram as discussões. Para convocar apoiadores a ajudarem o parlamentar, foi criada até uma hashtag, a “diga não à cassação de Abílio”.
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Em sua defesa, ao usar a tribuna, o alvo do processo disse que “na Câmara, vereador pode tudo. Só não pode fiscalizar”.
Durante discurso, ele apresentou um vídeo no qual aparece sendo intimidado por colegas de parlamento. A acusação sobre as ameaças de morte é um dos pontos citados pela Comissão de Ética da casa. Os parlamentares se sentiram ofendidos com a denúncia supostamente falsa do vereador.
Abílio citou passagem bíblica do livro de Mates numa metáfora ao que está passando na Casa de Leis: “’Raça de víboras, como escapareis da condenação do inferno’, Cristo disse isso á pessoas que estavam dentro do tempo”, começou seu discurso. Ele criticou a postura do presidente do Legislativo municipal, Misael Galvão, que gasta mais do que precisa do orçamento público, não é transparente e “honra o paletó que veste”. Acusou vereador Justino Malheiros de corrupção, ao citar que ele foi citado na lista do ex-deputado José Riva (sem partido), como beneficiário de dinheiro desviado do erário.
“Vereador Justino, seu pedido de cassação está ai. O senhor está na lista do Riva, não é. Tem que devolver dinheiro ao Tribunal de Contas, ao Ministério Público. Pois é, seu pedido está aí. Vereador Juca, a Delegacia Fazendária está investigando. A Polícia Federal foi no seu barracão, investigar sua eleição. Aqui temos apresentador de TV pau mandado.
Médico com a saúde do jeito que está e não se posiciona. Aqui, meu amigo, a única coisa que não pode ter é um vereador que fiscaliza”, ironizou durante a sessão.
O vereador ainda destacou que, mesmo antes do resultado do processo, é chamado de ex-vereador cassado nos corredores da Câmara.
No uso da tribuna, Dilemário Alencar (Pros) demonstrou intensa defesa ao colega e convocou os eleitores a irem à Câmara durante a votação, a fim de cobrarem a não cassação de Abílio. “Não há motivo para cassar. Este seria um erro histórico”, alegou. “Quem fiscaliza não pode ser cassado”, é o lema do parlamentar.
Durante a sessão, os parlamentares acusados por Abílio se defenderam dos apontamentos e não deram espaço para continuidade da troca de farpas.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) apontou irregularidades no processo de cassação e emitiu parecer contrário a cassação. O relatório será votado pelos 25 vereadores.
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zé do porto - 05/03/2020
o Senhor Abilio acusou o prefeito comprar voto de vereador para cassar seu mandato, essa atitude do Gilberto não caracteriza abuso econômica em prol da senhor Abílio? ou somos idiotas e não vemos as manobras do governo do estado.
CLAUDETE ANTÔNIA DA SILVA - 05/03/2020
pelo amor de Deus...... esse senhor é completamente destemperado ..nunca fez nada pelos cidadães cuiabanos .nem fiscalizar direito ele sabe...... precisa estudar. Abílio fora da Câmara Municipal,
EDIVAL CARINHENA - 05/03/2020
ABÍLIO TEM TODA RAZÃO, PRINCIPALMENTE, DIANTE DOS FATOS ESCANCARADOS QUE TEMOS DO "MANÉ PALETÓ" E DA PRÓPRIA CÂMARA MUNICIPAL. AINDA MAIS DISCREPANTE É O FATO DO SUPLEMENTE QUE FEZ A DENÚNCIA CONTRA O VER.ABÍLIO. PORQUE NA ÉPOCA QUE O DENUNCIANTE ERA VEREADOR, NÃO APRESENTOU DENÚNCIA CONTRA O SEU IRMÃO, ENTÃO VEREADOR, ADILSON LEVANTE, POR DIRIGIR EMBRIAGADO NA RUAS DE CUIABÁ??? É DESAGRADÁVEL ESSA ATITUDE.
3 comentários