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CLIMA DE INTIMIDAÇÃO 22.10.2026 | 14h36

Coletivo denuncia ameaças de agressão contra alunos e professores da UFMT

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Um coletivo estudantil denunciou ao Ministério Público Federal (MPF) supostas ameaças de violência contra integrantes da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Em capturas de tela divulgadas pela organização, participantes de uma conversa mencionam armas e combinam que uma delas seja levada na cintura no dia seguinte.

 

O material foi divulgado pelo Coletivo Para Todos Mato Grosso nesta quinta-feira (22). Segundo a organização, as mensagens foram recebidas por meio de denúncias anônimas e indicariam uma possível escalada de ameaças após a baixa adesão a um ato realizado recentemente no campus.

 

As mensagens, segundo as informações divulgadas pelo coletivo, vieram do mesmo grupo ligado à organização de um ato de apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), realizado na UFMT na sexta-feira (16). A manifestação reuniu cerca de 40 pessoas, apesar da convocação feita nas redes sociais.

 

Em um dos trechos das conversas, uma pessoa escreve: “amanhã teremos uma nova missão”. Na sequência, outra responde: “não esquecem o canivete”. Um terceiro participante reforça a ameaça e completa: “Nao sei se a gente pega pra bater nos alunos ou nos professores”.

 

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Em outro print, uma pessoa escreve: “Minha arma está no carro até hj!”. Outra responde diretamente à mensagem: “amanhã fica com ela na cintura por favor”. A pessoa que afirmou ter uma arma responde: “pode deixar”.

 

Na sequência, o autor da mensagem sobre a arma edita o texto, substituindo a palavra “arma” por “espátula”, e diz: “Mudei, pq se vaza pra quem não estava lá…”

 

O coletivo afirma que os registros fazem parte do material encaminhado ao MPF para apuração, identificação dos envolvidos e eventual responsabilização.

 

No comunicado, a organização também cobrou da Administração Superior da UFMT e dos órgãos competentes medidas imediatas de segurança para proteger estudantes, professores, técnicos e trabalhadores terceirizados.

 

O grupo afirmou ainda que a universidade deve ser um espaço de convivência plural, debate democrático e livre manifestação de ideias. “A violência nunca será método de disputa em nosso espaço”, declarou o coletivo.

 

A reportagem procurou o Ministério Público Federal para confirmar o recebimento da denúncia e verificar se foi instaurado algum procedimento para apurar o caso. A equipe também entrou em contato com a UFMT para saber qual é o posicionamento da instituição sobre as supostas ameaças.

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