EM PRIMEIRA VOTAÇÃO 23.09.2021 | 09h38

khayo@gazetadigital.com.br
Angelo Varela/AL-MT
Sem comprovação científica de eficácia, tratamento precoce contra a covid-19 é aprovado pela Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso em primeira votação nesta quarta-feira (22).
A aprovação pela Comissão foi realizada na segunda-feira (20), por meio de uma sessão extraordinária, na qual o deputado Lúdio Cabral (PT) - ferrenho opositor à medida e membro da Comissão - não estava presente. Na Tribuna, o parlamentar afirmou que não recebeu convocação para a discussão, o que levantou suspeita de possível manobra dos demais deputados.
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Proposto pelo parlamentar Xuxu Dal Molin (PSC), o projeto de lei nº 329/2021, proposto em maio, propõe a disponibilização de tratamento precoce na rede pública de saúde. Para tanto, a proposta aponta a situação crítica da pandemia à época da elaboração do pedido e cita alguns países - que não foram nomeados - que teriam adotado tratamento precoce paralelo à vacinação.
Parecer da sessão extraordinária destaca lista de medicamentos apontados por Dal Molin que foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Contudo, ao citar comentário de uma infectologista vinculada à Unicamp, o documento aponta abertamente que "hoje não há medicamentos que possam ser usados para prevenir a covid-19".
Em discurso nessa quarta-feira, Lúdio Cabral citou que não foi convocado para discussão, reforçou ser contrário ao projeto e requereu informações sobre a tramitação da proposta.
"Esse tipo de procedimento não pode acontecer aqui no Parlamento. Mas, ainda bem, foi a primeira votação na CCJ, volta ao Plenário e teremos oportunidade debatê-lo com a profundidade necessária", disse o petista. Posteriormente, o deputado Valdir Barranco (PT) também saiu em defesa do colega de partido, afirmando que não seria a primeira vez que Lúdio fica de fora de decisões importantes na Comissão.
Na defesa, o deputado Xuxu Dal Molin disse ter sido acusado de ter articulado a sessão extraordinária e afirmou que encaminhou o projeto após diversos pedidos de secretário de Saúde municipais pedindo emendas para ajudar no custeio de medicamentos contra a covid.
"Mesmo com a vacinada, que é preventiva, ainda assim somos suscetíveis a pegar. E nós muitas vezes precisamos ser internados. Então, eu não posso aqui falar que está errado. Eu tive humildade de aceitar que o projeto foi reprovado. Refiz o projeto e aqui, hoje, são medicamentos que a Anvisa está respondendo ao Brasil estão autorizados para o Brasil", declarou.
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