imóvel da SEC 300 01.04.2019 | 11h50
Câmara de Cuiabá
A Câmara Municipal de Cuiabá deve votar na terça-feira (2) a abertura de uma Comissão Processante para investigar a responsabilidade do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) quanto às irregularidades no aluguel do imóvel para a Secretaria Extraordinária dos 300 Anos. O bem teria sido locado, mas não foi utilizado. Os vereadores se reuniram com o controlador-geral do município, Marcus Brito, para saber informações técnicas. O controlador ressaltou que o prefeito não teve culpa.
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De acordo com Brito, foram pagos R$ 52 mil em aluguéis de um imóvel que ficou vazio durante 1 ano. “Houve uma celeuma para decidir o que seria feito do local, se seria usado para a Secretaria dos 300 anos de Cuiabá, se seria um ponto de atendimento da Prefeitura, entre outras alternativas”. Ele explicou que, de fato, não teve dano ao erário com aluguel, mas com reformas realizadas no prédio. “Se a Prefeitura tiver que pagar por essa reforma, se confirma o prejuízo”.
Apesar disso, o controlador ressaltou que o prefeito não teve culpa nesse processo e que seria de responsabilidade dos secretários Junior Leite e Celly Almeida – atual secretária da SEC 300. “O prefeito nomeia, mas são os secretários que devem gerenciar a pasta. Eles têm responsabilidade total no assunto. Abrimos uma sindicância para apurar todos os fatos”.
O vereador Diego Guimarães (PP) explicou que a abertura da Comissão visa investigar a responsabilidade que o prefeito de Cuiabá tem sobre o assunto. Caso a Comissão seja aberta, os vereadores podem pedir a cassação de Emanuel. “Vamos investigar se foi responsável pela locação de imóvel, pagando sem usar. Caso fique caracterizada a improbidade administrativa, podemos pedir a cassação do prefeito”, pontuou.
Para o vereador Luiz Claudio(PP), líder do governo na Câmara, a medida que a oposição deseja tomar é excessiva. “O remédio que estão oferecendo é excessivo para um assunto não tão grave para a sociedade". Ele lembrou que o Hospital São Benedito ficou fechado na gestão passada por um ano causando um prejuízo para o erário público de cerca de R$ 1,620 milhão ou R$ 135 mil por mês.
Exonerado
O controlador-geral do município, Marcus Brito, ressaltou que o secretário de Comunicação, Junior Leite, deverá ser exonerado ainda hoje. Ele explicou que o pedido de afastamento do secretário foi utilizado erroneamente, já que ele era contrato e não efetivo do município.
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