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DOIS BRASILEIROS E TRÊS EMPRESAS 03.07.2026 | 10h32

Coronel Assis defende sanções dos EUA contra facções e questiona reação de Lula

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Marcos Lopes

Marcos Lopes

O deputado federal Coronel Assis (PL) posicionou-se a favor da decisão do governo dos Estados Unidos (EUA) de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas. Em pronunciamento nas redes sociais, o parlamentar contestou os argumentos do Palácio do Planalto sobre possíveis ameaças à soberania nacional, afirmando que “o Trump já começou a ir atrás dos aliados do PCC” enquanto o governo brasileiro “reagiu falando em soberania”.

 

As sanções econômicas começaram a ser aplicadas pelo presidente estadunidense Donald Trump na quarta-feira (01) e resultaram no bloqueio de bens de dois cidadãos e três empresas com base no Brasil, acusados de lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) para o narcotráfico por meio de criptomoedas e fintechs. O deputado ainda destacou que a ação ocorreu por vias financeiras, questionando os críticos da medida.

 

“Onde está a invasão? Cadê o ataque à soberania? Não desembarcou um soldado americano aqui em solo brasileiro? Não teve um tiro?”, escreveu em suas redes sociais.

 

Leia também - Sindicato promove abaixo-assinado para pressionar AL a abrir CPI dos Consignados.

 

Para ele, o congelamento de contas representa o método atual para desestruturar o crime organizado.

“O que teve, na verdade, foi asfixia financeira, conta bloqueada, empresa fora do sistema e dinheiro sujo travado. Porque é assim que se combate o crime organizado modernamente”, declarou.

 

Com base em sua trajetória na Polícia Militar (PM), o parlamentar afirmou que o PCC operaria hoje como uma “multinacional do terror”, com ramificações na Flórida, Europa e Japão, escondida atrás de empresas de fachada.

 

Assis concluiu argumentando que “soberania não é proteger facção de sanção estrangeira”, mas sim “o Estado brasileiro ter coragem de chamar o terrorismo de terrorismo e sufocar o dinheiro deles antes que eles sufoquem o nosso Estado e transformem o Brasil num Narco-Estado”, em crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Brasileiros sancionados

Victor Henrique de Oliveira Shimada;

Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.

 

Empresas sancionadas

Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda;

Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda;

Wave Construções Inteligentes Ltda;

 

 
 
 
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