COMBATE AO CRIME 16.06.2026 | 10h35

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Renato Araújo/Câmara dos Deputados
O deputado federal Coronel Assis (PL) afirma que diminuir a maioridade penal é uma medida válida, mas insuficiente se adotada de forma isolada contra a delinquência juvenil. Para o parlamentar, a solução requer uma política ampla de prevenção, baseada em educação, qualificação profissional e geração de oportunidades, especialmente para jovens que vivem em regiões vulneráveis e áreas de fronteira.
“O investimento em educação, profissionalização e oportunidades para esses jovens faz toda a diferença. A medida penal não é uma bala de prata. Ela é apenas uma ferramenta dentro de um conjunto de ações que precisam ser implementadas”, afirma.
Ele relata também que experiências vividas durante sua atuação no Grupo Especial de Fronteira (Gefron) o auxiliaram a ter uma perspectiva de vida e constata que justamente essa ausência para milhares de jovens tem facilitado o recrutamento pelo crime organizado.
“Já trabalhei em uma cidade da região de fronteira e a aspiração de muitos jovens era se tornar mula do tráfico. Isso acontece porque o crime oferece dinheiro rápido para quem não encontra oportunidades de estudo, trabalho ou qualificação profissional. É uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade”, declarou em suas redes sociais.
O deputado destacou que o problema exige atuação integrada dos Poderes e cobrou maior protagonismo do Governo Federal na criação de políticas voltadas à juventude.
“O que vemos hoje é o abandono do Governo Federal e um profundo descaso com o jovem brasileiro. Se não criarmos oportunidades, o crime continuará ocupando espaços que deveriam ser preenchidos pela educação, pelo emprego e pela esperança de um futuro melhor”, disse.
Além de defender investimentos sociais, Assis ressaltou a necessidade de fortalecer as políticas de segurança pública para impedir o avanço das facções criminosas. Segundo ele, medidas como a aprovação da PEC da Maioridade Penal, o avanço da PEC da Segurança Pública e a implementação de instrumentos previstos no PL Antifacção são fundamentais para recuperar a capacidade do Estado de enfrentar o crime organizado.
“Precisamos de um grande esforço entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O Brasil não pode continuar tratando organizações criminosas como um problema secundário. Se não enfrentarmos essa realidade com firmeza, corremos o risco de ver o país cada vez mais dominado pelas facções”, afirmou.
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