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Política de MT - A | + A

'quem não deve, não teme' 11.02.2026 | 17h00

Deputado nega pedido para retirar assinatura de CPI da Saúde

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Fred Moraes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

O vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Júlio Campos (União), chamou de "conversa fiada" a reclamação de deputados da base aliada, que reclamam da forma como a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde foi criada no dia 2 de fevereiro. Júlio presidia a sessão quando ela foi lida no plenário. Ele também rebateu as declarações de que alguns deputados que assinaram o requerimento já não tinha mais interesse em continuar apoiando o procedimento.

 

“Eu acho que quem não deve, não teme. Eu nunca cogitei [retirar assinatura], nem ninguém me pediu para retirar. Ninguém telefonou para mim. Um processo votado normalmente, como todos os projetos da Assembleia. O líder do governo não se manifestou, ninguém manifestou. Podia até ter alguns deputados que podiam ter retirado a assinatura, mas antes de ser lida no plenário”, disse o parlamentar nesta quarta-feira (11).   

 

Questionado sobre as supostas queixas de alguns parlamentares pelo fato do deputado Wilson Santos (PSD) ter usado o requerimento das assinaturas lá em 2024, ele voltou a afirmar que nenhum deputado pediu para retirar na hora da leitura.   “Na hora que ele leu o processo lá, os senhores deputados podiam retirar a assinatura. Ninguém apresentou para retirar a assinatura. Conversa fiada”, rebateu.  

 

Leia também - Mauro reclama de CPI da Saúde e alega 'interesse eleitoral'

 

Júlio enumerou que, além dele, assinaram a CPI Janaina Riva (MDB), Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Dr. João (MDB), Juca do Guaraná (MDB) e o próprio Wilson. A oitava assinatura ainda não foi revelada. “Nós somos independentes. É possível que não possa abrir uma CPI? Que democracia é essa? É uma ditadura esse Estado? Quem não deve não teme. O meu governo teve várias CPIs. E foram todas arquivadas dentro da lei”, pontuou.    

 

“Se alguém cometeu ilícito na Secretaria de Saúde, ou empresários que superfaturaram no tempo da pandemia, isso a sociedade tem que tomar conhecimento e a gente tem que responder por esses crimes. Eu não acredito que tenha ocorrido nada estranho. Mas vamos investigar”, finalizou.

 

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