DEU EM A GAZETA 07.04.2026 | 07h04

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Chico Ferreira
A pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo de Mato Grosso enfrenta um cenário de ceticismo dentro de sua própria legenda. O projeto não conta com apoio expresso das principais lideranças do partido, situação que ficou evidente durante a cerimônia de posse do novo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). No evento, a presença de figuras do PL, como os prefeitos Abílio Brunini (Cuiabá), Flávia Moretti (Várzea Grande) e Cláudio Ferreira (Rondonópolis), demonstrou a forte simpatia de parte do diretório pela gestão de Pivetta, que disputará a reeleição contra Fagundes. A movimentação acentuou desconfianças do senador de que poderá ser alvo de fogo amigo e traições durante a disputa de outubro.
Na avaliação do deputado federal José Medeiros (PL), que também esteve na posse de Pivetta, o descontentamento e resistência interna deve-se à tentativa do senador de forçar uma composição com o MDB, priorizando sua relação pessoal com a sua nora e deputada estadual Janaina Riva, que também almeja o Senado e competirá diretamente com Medeiros. Para o parlamentar, essa aliança causa repulsa em prefeitos da sigla que construíram suas bases históricas no embate contra o MDB nos municípios. Medeiros critica a tentativa de Fagundes de dar um verniz de direita à legenda de Janaina apenas para viabilizar o projeto majoritário.
Bolsonarizar o MDB de última hora é uma medida arriscada que compromete o projeto na disputa majoritária pela desconfiança dos prefeitos, e, nesse caso, estou ao lado deles. Wellington tem um estilo pacificador e de articulação, mas precisa entender que a conjuntura atual é de polarização e que não dá para ficar no meio do caminho, disse o deputado.
Apesar das tensões internas e do racha explícito entre os dois principais nomes da direita no pleito estadual, Medeiros minimiza os prejuízos eleitorais a longo prazo e não acredita que os ataques mútuos ou a fragmentação do palanque estadual afetem negativamente a performance de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial em Mato Grosso. Para o parlamentar, a polarização nacional segue uma lógica própria, e o eleitorado conservador do estado deve manter a fidelidade ao projeto da família Bolsonaro, independente das indefinições que hoje cercam a campanha de Fagundes.
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