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Cuiabá, Quinta-feira 22/10/2026

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ALVO DO GAECO 22.10.2026 | 08h13

Ilde Taques nega ligação política com os vereadores de VG e explica os R$ 40 mil

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João Vieira

João Vieira

O vereador de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), negou participação em articulações políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande e afirmou que os R$ 40 mil encontrados durante uma abordagem policial são provenientes de um empréstimo pessoal. O parlamentar se manifestou nesta quarta-feira (21), após sua defesa ter acesso à decisão judicial relacionada à investigação.

 

Ilde é um dos alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na terça-feira (20). A investigação apura suspeitas de corrupção, obtenção de vantagens indevidas e possível atuação de organização criminosa em articulações políticas envolvendo a eleição da Mesa Diretora do Legislativo várzea-grandense.

 

Conforme já divulgado pelo Gazeta Digital, o vereador e o também parlamentar cuiabano Alex Rodrigues (Podemos) foram abordados pela Polícia Militar após deixarem um almoço com vereadores de Várzea Grande. Na ocasião, foram encontrados cerca de R$ 40 mil em dinheiro vivo no veículo em que estavam.

 

Em nova manifestação, Ilde afirmou que participou do encontro a convite do vereador Miguel Júnior, a quem descreveu como amigo pessoal, e negou conhecer ou manter proximidade política com os demais parlamentares do município vizinho.

 

“Sou vereador por Cuiabá, eleito por unanimidade presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá em um processo íntegro e legítimo. Não faz sentido estarmos envolvidos em articulações políticas de outro município”, declarou.

 

O parlamentar afirmou que o almoço teve caráter de confraternização e que não participou de negociações relacionadas à disputa pelo comando da Câmara de Várzea Grande.

 

Origem do dinheiro

Sobre a abordagem policial, Ilde confirmou que os R$ 40 mil encontrados pertenciam a ele e afirmou que o valor seria utilizado para pagar despesas de uma obra em sua propriedade.

 

Segundo o vereador, o dinheiro é proveniente de um empréstimo pessoal, cuja origem, conforme declarou, pode ser comprovada. Ele também afirmou que, após prestar esclarecimentos aos policiais, foi liberado.

 

“Após esses esclarecimentos, fomos liberados sem qualquer ação policial que apontasse atos irregulares ou ilegais da nossa parte. Não houve nenhuma apreensão, nem nessa abordagem e nem na busca e apreensão”, afirmou.

 

A abordagem foi um dos episódios que passaram a integrar o contexto das apurações do Gaeco. Conforme informações divulgadas anteriormente, os policiais localizaram o dinheiro durante uma ação motivada por denúncia anônima, e o caso foi comunicado ao órgão responsável pela investigação.

 

Busca e apreensão

Na terça-feira (20), equipes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Ilde, no âmbito da Operação Cathedra Venalis. O procedimento também teve como alvo Alex Rodrigues e outros vereadores e agentes públicos.

 

Na ocasião, a defesa de Ilde afirmou que ele colaborou com as autoridades e negou envolvimento em irregularidades. O parlamentar disse ter recebido com surpresa a inclusão de seu nome na investigação.

 

Agora, após ter acesso à decisão judicial, Ilde reiterou que não teve participação na eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande e declarou confiar no trabalho do Ministério Público e da Justiça de Mato Grosso.

 

 

"“Lamento que esses fatos tenham nos levado à condição de investigados, mas confio no trabalho do Ministério Público e da Justiça de Mato Grosso. Estou inteiramente à disposição para os esclarecimentos que ainda forem necessários e tenho certeza de que, ao final das investigações, ficará comprovado que não participei e nem participo de ações ilegais”. 

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