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corrida pelo paiaguás 09.02.2026 | 16h00

Júlio quer garantia de que não haverá intervenção nacional na escolha de candidato

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Fred Moraes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

Fred Moraes

Fred Moraes

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que seu grupo político quer garantias da direção nacional de que não haverá intervenção no Estado, caso consigam aprovar a candidatura do senador Jayme Campos (União) ao Executivo de Mato Grosso. Segundo ele, essa será a pauta a discutir com o presidente nacional da legenda, Antônio Rueda, em Brasília.  

 

“Nos próximos dias está marcada uma ida nossa Brasília para conversarmos com a executiva nacional, com o presidente do Rueda, com o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP), com os líderes partidários nacionais, no sentido de fazer essa consulta: se o partido quiser ter candidato próprio aqui, é importante ter a palavra de honra do nacional de que não vai haver intervenção”, adiantou.

 

A declaração de Júlio demonstra que o senador Jayme Campos levará sua pré-candidatura ao governo mesmo com o grupo do governador Mauro Mendes (União) ao lado do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na sucessão ao Palácio Paiaguás. O parlamentar alega que teria votos suficientes para aprovar a pré-candidatura do irmão.  

 

“Nós vamos brigar dentro do União Brasil, porque nós temos hoje a maioria. A convenção que escolhe o candidato é composta pelos 31 membros do diretório regional, pelos 22 delegados dos municípios que têm diretório municipal constituído e pelos sete parlamentares do partido. Hoje vota na convenção os deputados Júlio Campos, Dilmar Dal Bosco, Eduardo Botelho, Sebastião Rezende, os deputados federais Fábio Garcia e Coronel Assis, se ele estiver no partido. Se ele não estiver, a Gisela Simona assume a sua função. E também o senador Jayme Campos. São os 7 parlamentares, mais os 22 membros dos municípios que têm constituído diretório municipal e os 31 membros do diretório regional do qual nós fazemos parte também. Eu tenho direito a dois votos, o deputado Dilmar Dal Bosco também tem direito a dois votos, o senador Jayme, todos que fazem parte do regional que têm mandato eletivo tem esse direito”, são os cálculos do deputado.

 

“Nós vamos lutar. Agora, se fizermos uma pesquisa antecipada, um plebiscito interno, de que o partido não quer a candidatura própria, aí não tem outra solução. Aceita a decisão ou saia do partido”, finalizou.  

 

Nos últimos dias, os irmãos Júlio e Jayme Campos revelaram que poderiam desembarcar no PSDB ou no Avante, siglas com as quais mantêm tratativas. Já o grupo do governador Mauro Mendes quer que Jayme dispute à reeleição ao Senado para deixar Pivetta como candidato do grupo.

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