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'brincadeira com coisa séria' 29.03.2026 | 15h00

Ministro vai doar terra para distrito e descarta 'Gilmarlândia'; entenda proposta

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Fred Moraes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

 MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, entendeu como "brincadeira" o nome ‘Gilmarlândia’, utilizado pelo empresário Eraí Maggi (PP) para a criação de um distrito entre os municípios de Diamantino (208 km a médio-norte de Cuiabá) e São José do Rio Claro (315 km a médio-norte de Cuiabá). Ele se comprometeu a doar área para o distrito, que é idealizado para proporcionar lazer e interação às pessoas que trabalham e moram nas fazendas da região.

 

O magistrado explica que a conversa inicial com Eraí ocorre porque sua família é proprietária de algumas áreas na região. São grandes fazendas e empreendimentos agropecuários, onde os donos defendem a construção de um núcleo habitacional para atender os trabalhadores e famílias da região.  

 

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“É preciso ter um apoio para essas pessoas, para que as famílias não fiquem reclusas nas fazendas e possam ter um ambiente em que elas tenham a igreja. Hoje nas fazendas já existe isso, mas que elas tenham a igreja, que elas tenham o clube comunitário, que eles tenham cinema, e que eles possam se deslocar para a fazenda e voltar”, explicou.  

 

“E aí um dia perguntando, e como ali hoje tem uma usina e tem um lago, o que se pode fazer nesta região. [Ele perguntou] Você doaria 100 hectares para esse projeto? [Eu disse] Sem nenhum problema. E aí, então, nesta brincadeira, se diz, não, então não vamos construir a Gilmarlândia. Não é nada disso. É um distrito, é a concepção de um pequeno distrito. Uma comunidade rural, que vai permitir que as pessoas, pais e mães que trabalham nas fazendas, possam se deslocar para um ou outro”, disse rindo.  

 

O prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União), e que é irmão do ministro, defende a criação do distrito, e já havia descartadoo nome "Gilmarlândia".  Para ele, a ideia do nome foi uma "brincadeira com coisa séria", e que nunca partiu de sua família.  

 

“Acredito que foi uma brincadeira com uma coisa séria. E que pode soar, a olhos vistos de alguém, como soberba, arrogância, que não faz parte da família. A gente é a favor do desenvolvimento. Acredito que foi uma brincadeira, acabou tomando uma dimensão a nível nacional, até por conta que o ministro Gilmar é uma figura nacional. Mas isso é resolvido. O que a gente pensa é o seguinte: se for possível, vamos criar uma vila, vamos criar um distrito, porque as pessoas que estão ali precisam, e eu acredito que o potencial de ter duas usinas ali”, afirmou.  

 

Chico Mendes afirma que a intensão da criação de um distrito tem que ser pautado e debatido com os municípios-mães, e que o governo do Estado também entra dando o aporte.  “Porque senão daqui a pouco nós vamos também estar onerando os municípios. Porém, é uma região promissora, ela é equidistante, muito distante das cidades, e que num movimento próximo, acho que o Mato Grosso precisa crescer, é um bom local para fazer uma vida”, defendeu.  

 

Questionado sobre qual município pertenceria o novo distrito, Chico Mendes disse que isso deverá ser debatido mais pra frente, já que a região pegará território das duas cidades. “Não há uma escolha propriamente dita. O que eu posso dizer é que aquelas crianças, aquelas pessoas que estão lá, tem que ter um acesso mais confortável para ter qualidade de vida melhor. Vamos ter que superar isso”, completa .  

 

Iniciativa 

O encontro que consolidou a ideia ocorreu  durante o Carnaval. A ideia é a criação de uma Associação dos empresários e moradores da região, seguida de distritos em áreas pertencentes aos dois municípios. Após a consolidação como distritos, as áreas passarão pelo processo legal de fusão e emancipação para constituírem um novo município independente.  

 

O projeto visa transformar vilas habitacionais de fazendas em um polo de desenvolvimento regional com gestão pública direta.  O evento contou com a presença da cúpula do Governo de Mato Grosso, representada pelo vice-governador Otaviano Pivetta, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, e o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi.

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