PUXADA DE TAPETE? 18.07.2026 | 08h00

aparecido@gazetadigital.com.br
João Vieira
A pré-candidata a governadora Natasha Slhessarenko (PSD) disse que não se preocupa com as movimentações e declarações do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), que tenta viabilizar um projeto paralelo de candidatura ao governo pelo mesmo partido. Natasha disse ao
que confia nos compromissos firmados até agora.
“Não perco um minuto de sono com essa questão. Tenho o compromisso e a palavra do senador Carlos Fávaro, presidente estadual do PSD, de que serei a candidata ao governo. Tenho o compromisso e a palavra dos dirigentes dos diferentes partidos da Federação Brasil da Esperança - PT, PV e PCdoB - de que serei a candidata. Tivemos, recentemente, o apoio do PDT à minha candidatura”, argumentou a médica e empresária.
“Construímos um projeto coletivo, voltado aos interesses da população, que busca um Mato Grosso diferente, que cuide das pessoas. Qualquer filiado tem o direito de pleitear a candidatura, mas essa é uma construção coletiva”, acrescentou.
Emanuel e aliados dentro da sigla agem para criar uma situação que force a legenda a abrir espaço para uma alternativa ao nome de Natasha. O ex-prefeito de Cuiabá é um nome que ficou muito associado ao MDB, mas recentemente mudou para a legenda presidida por Carlos Fávaro. Recentemente, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) também se recusou a cravar o nome de Natasha, indicando espaço para movimentações internas.
Em 2022, Natasha seria a candidata de oposição ao Senado, mas acabou tendo que abrir mão da vaga para que o grupo lançasse o nome de Neri Geller. Até o vice-presidente Geraldo Alckmin, presidente do PSB nacional, precisou intervir para “convencê-la”. Neri ficou em terceiro lugar, mas teve os votos anulados pela Justiça Eleitoral.
Diante das falas e atos de Pinheiro, lideranças da Federação Brasil da Esperança, formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB), se posicionaram publicamente em defesa do nome de Natasha. Figuras como Rosa Neide, Valdir Barranco e Lúdio Cabral, todos do PT, descartaram espaço para Emanuel Pinheiro nessa disputa. A Federação não vai ter nome próprio na disputa e está “fechada” em torno do projeto de Natasha.
A pré-candidata disse ao
que esse tipo de questionamento também ocorre em outros grupos, como no União Brasil, que discute se vai ter candidato próprio (Jayme Campos) ou se apoia a reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos).
Ainda conforme Natasha, ainda não há nenhum tipo de definição sobre quem será candidato a vice. “A única certeza é que será alguém que acredita em um Mato Grosso diferente, que defenda a mudança de que o Estado precisa e deseja um governo que cuide das pessoas”, resumiu.
Protagonismo feminino
Natasha é a única mulher que conseguiu construir um projeto competitivo na disputa pelo Governo do Estado na eleição deste ano. Na disputa por cargos majoritários, só aparecem mais duas: Margareth Buzatti (PP) e Janaina Riva (MDB) para a disputa ao Senado.
“A política tradicional não tem dado às mulheres o espaço justo que elas merecem”, disse à reportagem.
“Só vamos mudar essa realidade conscientizando as mulheres eleitoras sobre a importância de termos mais mulheres ocupando espaços de poder e de decisão. Quando mais mulheres estão no poder, há menos corrupção e as meninas sonham que também podem alcançar grandes espaços”, acrescentou.
Para Natasha, os questionamentos que vêm ocorrendo sobre a sua pré-candidatura não ocorrem porque ela é mulher, mas são movimentações normais do período. Ela pontua que o PSD foi o único a confiar em um projeto capitaneado por uma figura feminina.
“Nosso partido e nosso grupo são os únicos que tiveram a coragem de escolher uma mulher para disputar o principal cargo do Estado. Nos outros, isso sequer foi discutido. Ou seja, se existe um lado que respeita as mulheres, esse lado é o nosso”, concluiu.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.