‘TERRORISMO PSICOLÓGICO’ 14.06.2026 | 17h53
redacao@gazetadigital
Divulgação
O Partido Liberal Mulher (PL Mulher), sob a liderança de sua presidente nacional, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, divulgou uma nota oficial manifestando repúdio aos ataques e às ameaças de morte direcionadas à deputada federal Coronel Fernanda (PL). O posicionamento da ala feminina da sigla ocorre logo após a parlamentar vir a público denunciar o teor agressivo de mensagens eletrônicas que vinha recebendo.
A denúncia ganhou força após a deputada publicar um vídeo em suas redes sociais expondo trechos de um e-mail recebido. Na mensagem de teor violento, o autor afirmava monitorar a rotina institucional da parlamentar em Brasília, incluindo horários e detalhes sobre seu veículo blindado, estipulando um prazo de "24 horas de vida" para a vítima e prometendo um atentado contra ela e seus familiares.
Na nota oficial divulgada pelo partido, o PL Mulher enfatizou que a gravidade das ameaças transcende as barreiras do debate político tradicional, configurando-se como uma "tentativa explícita de terrorismo psicológico e coerção contra uma legítima representante do povo brasileiro".
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O texto assinado pela presidência do movimento reforça que o pilar do PL Mulher é incentivar e dar suporte para o protagonismo feminino nos espaços de poder, rechaçando qualquer tentativa de silenciamento por meio do medo.
"Repudiamos qualquer tentativa de frear ou sufocar o protagonismo feminino nos espaços de poder por meio da imposição do medo e da barbárie. O ataque à Coronel Fernanda representa uma agressão direta a todas as mulheres de bem que decidiram colocar seus nomes à disposição do país", afirma o comunicado.
Mesmo diante das ameaças explícitas de violência física, a deputada Coronel Fernanda, que possui um histórico de atuação voltado à segurança pública, demonstrou uma postura firme em suas redes. A parlamentar garantiu que o caso não irá paralisar o seu mandato na Câmara dos Deputados.
“Não vão me calar. Eu não vim para a política para ter medo. Eu vim para fazer justiça", declarou a deputada, frase que foi endossada e elogiada na nota emitida por Michelle Bolsonaro.
Ao final do documento, o PL Mulher informou que está acompanhando de perto os desdobramentos jurídicos e policiais do caso. A assessoria da deputada confirmou o registro do boletim de ocorrência, e as investigações sobre a autoria dos e-mails estão em andamento. O caso também passou a ser formalmente apurado pela Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados, que exige celeridade e o máximo rigor da lei para identificar e punir os responsáveis pela intimidação.
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