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PEGO DE SURPRESA 29.07.2026 | 11h00

Max alerta para possível impacto negativo em chapa Pivetta e Janaina

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Fred Moraes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

SECOM- ALMT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Pode), afirmou ter sido pego de surpresa com o avanço das articulações para que a deputada estadual Janaina Riva (MDB) ocupe o posto de vice na chapa ao Governo encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos). Russi alertou que a movimentação traz incertezas e pode ter forte impacto, inclusive negativo, no tabuleiro político, embora pondere, no fim das contas, que não acredita na concretização do acordo.  

 

"A Janaina me procurou não para ser candidata a vice. Ela me procurou para ser candidata a senadora. Ela pediu para a gente estar junto para o Senado. Se ela mudar para a candidatura a vice, ela nunca me procurou pedindo apoio para vice", pontuou o parlamentar nesta quarta-feira (29).  

 

Segundo o dirigente partidário, as conversas anteriores com a parlamentar miravam exclusivamente uma aliança para a disputa ao Senado Federal. Sobre a guinada para a vaga de vice na chapa governista, Russi evitou juízos morais, mas deixou clara a desconfiança sobre o resultado nas urnas.  

 

 

Leia também - ‘Grupo do Paiaguás’ e Janaina ensaiam aliança após ataques e ofensas

 

"Eu não sei se ela vai estar [na chapa de vice]; particularmente, não tenho essa certeza. Se tiver, é uma decisão que impacta bastante. Agora, qual o tamanho desse impacto, de forma positiva ou de forma negativa? O que isso representa? É uma discussão que ela está fazendo no partido dela", completou.

 

O presidente do Poder Legislativo ressaltou que, caso o alinhamento com Pivetta ganhe corpo, o acerto será restrito ao âmbito do MDB e do Republicanos, desvinculando totalmente o Podemos do processo. "É um trabalho do MDB e do Republicanos. O Podemos não está nessa discussão de vice junto com a Janaina. Nós não fizemos nenhum pacto, fizemos uma carta de intenção de tentar andar junto se ela for candidata ao Senado. Agora, se mudar, nós não temos nenhum compromisso."  

 

Russi ainda classificou o momento atual como "nebuloso" e marcado por forte tensão às vésperas do encerramento do prazo das convenções partidárias, estipulado pela Justiça Eleitoral para o próximo dia 5 de agosto. Diante do quadro fluido, a tendência do Podemos é deixar a ata da convenção em aberto para que a executiva estadual defina os rumos majoritários nos minutos finais do prazo legal.  

 

"É difícil você fazer uma aposta ou prever algo porque está tudo muito indefinido. Ninguém imaginava a Janaina de vice do Pivetta e, de repente, está se discutindo isso de forma muito forte. É tenso, a eleição deste ano está um pouco diferente", desabafou Russi, acrescentando que a prioridade absoluta da sigla é garantir a eleição de ao menos seis deputados estaduais e um deputado federal.  

 

Apesar da forte repercussão dos diálogos no cenário político mato-grossense, Russi encerrou avaliando que a tentativa de composição tem poucas chances de vingar na prática. "Particularmente, não acredito que vá avançar e vai prosperar essa questão de vice do Pivetta", declarou.  

 

A aproximação entre Janaina Riva e o grupo do vice-governador Otaviano Pivetta chacoalhou o xadrez político mato-grossense, conforme divulgado pelo . A articulação pegou o grupo aliado de surpresa porque o Podemos, comandado por Max Russi, vinha costurando um alinhamento direto com o MDB de Janaina, focado no projeto de sua candidatura ao Senado.   

Além disso, o arranjo anterior previa uma aproximação estratégica em relação à pré-candidatura ao Governo do Estado liderada pelo senador Jayme Campos (União), caso este viabilizasse sua postulação como alternativa interna no União Brasil contra a preferência do Palácio Paiaguás por Pivetta.  

 

Com o novo cenário e a iminência do prazo final das convenções, os partidos medem forças e recalculam rotas para a consolidação das chapas majoritárias e proporcionais em Mato Grosso.

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