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CRISE NO COMÉRCIO de rua 22.11.2025 | 11h32

Prefeito sugere que comerciantes do Centro se ‘reinventem’ para atrair clientes

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SECOM Cuiabá

SECOM Cuiabá

O Centro Histórico de Cuiabá vive um momento delicado. A combinação de insegurança, aumento da população em situação de rua e a forte concorrência do comércio online afastou clientes e esvaziou corredores tradicionais da região. Apesar de vereadores tentarem impulsionar ideias e pequenos projetos para reanimar o local, nenhum deles apresentou resultado concreto até agora.

 

Somado a este cenário, foi aprovado projeto que autoriza servidores municipais a adotarem o teletrabalho durante as obras do Bus Rapid Transit (BRT), o que contribuirá para a redução do fluxo de pessoas na região comercial.

 

Diante desse cenário, o prefeito Abílio Brunini (PL) foi questionado sobre quais medidas o Executivo pretende adotar para ajudar os comerciantes. A resposta, porém, foi direta: 'A prefeitura não é responsável por levar consumidores ao Centro, e os empresários precisam se adaptar ao novo comportamento do mercado'.

 

Leia também: Abilio; ‘vamos fazer o que precisa ser feito sem pensar em eleição’

 

Em entrevista à imprensa, o prefeito explicou que os modelos tradicionais de comércio de rua estão em decadência em todo o país, citando o exemplo das populares 25 de Março e do comércio do Brás. “Se você observar, o Brás e a 25 de Março estão morrendo em São Paulo. Até chineses falam isso. O modelo de negócio está morrendo, as pessoas compram mais pela internet. A probabilidade de alguém sair para pegar o calorzão de Cuiabá é menor", argumentou.

 

Abílio afirmou que o Centro precisa reavaliar suas funções e observar exemplos de setores que ainda prosperam: “Em ruas de salões de beleza, estão todos cheios. Mas a rua é vazia. O salão tem ar-condicionado, pessoas para atender, oferecem refrigerante e se adaptam", pontuou.

 

O prefeito relatou que tentou estimular o movimento local quando criou a Feira do Centro, na Rua 13 de Junho. O evento promovia uma alternativa de lazer e compras para famílias cuiabanas, com música, cultura, gastronomia e boas oportunidades de negócio. Mas, disse que foi "voto vencido", porque lojistas pediram a exclusão de comerciantes informais.

 

“Eu tentei fazer uma feira na 13 de Junho, mas me disseram que eu estava atrapalhando. Eles não queriam que houvesse ambulantes.”

 

Ainda na entrevista, o prefeito criticou a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá). Segundo ele, a entidade opta apenas por promover militância sem discutir ações interessantes para o comércio e, por isso, prefere evitar conversas.

 

“A CDL está política, nem tenho contato com eles. Eles fazem mais manifestações políticas do que querer colaborar. Eles querem que a gente cubra a rua e traga clientes. Eles têm autonomia de cuidar da parte comercial, mas eu a reinventaria.”

 

O prefeito reforçou que há policiamento e condições básicas para parcerias, faltando apenas criatividade e abertura dos comerciantes: “Se quiserem a prefeitura como parceira, levem gastronomia, coloquem ambulantes. O povo gosta de gente e de movimento. Essa mudança de mentalidade eles precisam fazer", finalizou.

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Comentários

Tato Giraldelli - 25/11/2025

Ideia.... Fazer uma mega descontos nos aluguel 50% por 1 ano .... Inquilino fica responsável pela reforma do imóvel

Gustavo - 24/11/2025

Arcaico o centro. A barulheira das lojas com som alto não atraem. Os noias assustam. Os fios nos postes envelhecem o lugar. Os valores dos produtos poderiam ser mais atrativos. Cobertura e calçadas amplas e adequadas embelezam. Dimuiria o fluxo de carros, deixaria mais estacionamento e espaço para pedestre. Que tal um ligeirinho para transitar no centro. Um onibus de dois andares e eletrico.

Luciano Dall Alba - 24/11/2025

Talvez, a praça da mandioca e a rua 13 de junho é o que resta de bom. Ainda assim, percebe-se muitos moradores de rua na praça da República e arredores, pouco policiamento, calçadas sujas, ruas com lixo, prédios à deriva, não há apelo histórico-cultural pelo centro, o trânsito é caótico, péssimo para estacionar, não é um centro atrativo, não convence sair de casa para passar perrengue. Uma cidade com mais de 300 anos, e um centro velho sem cuidado por parte da prefeitura e pela própria sociedade que deixou a educação e a própria história no bolso.

Ronnice - 24/11/2025

Dá até vergonha de pegar ônibus quente fedendo a cachorro molhado que passa hora em hora pouco na linha e ônibus velho. Sendo que os políticos dessa cidade tenho até vergonha pegarram o dinheiro nosso posi quem paga a conta é o cidadão já tem mais de dez anos e essa vergonha de cidade toda feia embaraçada só prédio abandonado.pra fazer lei a favor deles fazem rápido agora a favor da população demora.sabendo que tem que resolver a situação das vendas on-line e o comércio local fica a Mercer o dinheiro vai pra conta do governo pois os impostos chega né e quem paga?

João Nogueira - 24/11/2025

O Centro de Cuiabá vai acabar sendo fechado, o povo achar melhor ir no shopping, haja visto q tem conforto, inclusive banheiro, você vai ao centro de Cuiabá, além de estar exposto ao tempo, não tem banheiro, não tem água, é ruim para estacionar, etc. Os comerciantes do centro nega aos consumidores até banheiro. Sendo assim eu por exemplo prefiro ir ao shoop.

Maria Fi - 24/11/2025

Faculdades no centro serão benéficas

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