CHAPAS INDEFINIDAS 02.03.2026 | 10h11

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Montagem GD
Dos oito deputados federais que compõem a bancada de Mato Grosso na atual legislatura, pelo menos três ainda mantêm o futuro partidário indefinido diante das articulações para as eleições de 2026. Coronel Assis (União), Emanuelzinho (MDB) e Juarez Costa (MDB) não confirmaram se permanecerão nas atuais siglas ou se irão migrar durante a janela partidária, período que tradicionalmente aquece as negociações nos bastidores.
No caso de Coronel Assis, atualmente no União Brasil, as movimentações são mais explícitas. O parlamentar tem sido sondado pelo PL e, no início do ano, o presidente estadual da legenda, Ananias Filho, chegou a afirmar publicamente que havia, inclusive, uma data prevista para a possível filiação. Apesar disso, Assis mantém cautela e evita antecipar qualquer decisão definitiva, enquanto avalia o cenário eleitoral e o alinhamento ideológico para 2026. Dirigentes do União Brasil também garantem que o deputado seguirá na sigla e contam com ele para montarem chapas.
Já Emanuelzinho, que está no MDB, também participa de reuniões com o PSD, partido ao qual seu pai, Emanuel Pinheiro (MDB) é filiado. A aproximação tem sido interpretada como sinal de que o deputado avalia uma eventual mudança estratégica, sobretudo de olho na composição de chapas, na viabilidade eleitoral e no encaminhamento ideológico do partido. Em Mato Grosso, o MDB sinaliza caminhar com o pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), enquanto PSD seguirá no palanque do presidente Lula (PT). O parlamentar, que é vice-líder de governo, no entanto, afirma que o foco principal segue sendo o mandato e a articulação de recursos para os municípios de Mato Grosso.
Situação semelhante vive Juarez Costa. Também no MDB, o deputado mantém diálogo frequente com o Republicanos há algum tempo. As conversas indicam que uma eventual troca de partido não está descartada, principalmente se o novo ambiente oferecer melhores condições de disputa e fortalecimento regional. Costa teme que o MDB não consiga montar chapa competitiva, principalmente com a saída de Emanuelzinho, abrindo espaço para o Republicanos.
Reeleição é regra na bancada
Enquanto três nomes mantêm o destino partidário indefinido, quase toda a bancada federal de Mato Grosso já sinalizou que buscará a reeleição em 2026. Dos oito atuais deputados, sete pretendem disputar novamente uma cadeira na Câmara Federal. A única exceção é José Medeiros (PL), que se coloca como pré-candidato ao Senado.
A decisão majoritária pela reeleição reflete uma estratégia de consolidação de bases eleitorais e manutenção de influência em Brasília. Com um índice de 87,5% de tentativa de continuidade, a bancada mato-grossense demonstra apostar na aprovação do trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos para assegurar novo mandato.
Atualmente, compõem a bancada, além de Medeiros, os deputados Nelson Barbudo (PL), Rodrigo da Zaeli (PL), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União), além de Coronel Assis, Juarez Costa e Emanuelzinho. Todos, com exceção de Medeiros, já declararam intenção de permanecer na Câmara.
A atual configuração da bancada, contudo, não é a mesma que iniciou a legislatura em 2023. O grupo passou por mudanças profundas em razão de falecimentos, licenças e eleições municipais. Uma das alterações mais marcantes ocorreu com o falecimento precoce da deputada Amália Barros (PL), em maio de 2024. A cadeira foi ocupada de forma definitiva por Nelson Barbudo, que havia ficado na suplência em 2022 e agora busca consolidar um mandato próprio.
A eleição municipal de 2024 também redesenhou o cenário. Abilio Brunini (PL) deixou a Câmara Federal para assumir a Prefeitura de Cuiabá, abrindo espaço para Rodrigo da Zaeli, que ascendeu ao posto de deputado federal.
No União Brasil, o rodízio também marcou a legislatura. Fábio Garcia licenciou-se para assumir funções no primeiro escalão do Governo do Estado, como secretário-chefe da Casa Civil, possibilitando que Gisela Simona exercesse o mandato e ganhasse protagonismo na disputa pela permanência em 2026.
Com sete nomes já posicionados como candidatos naturais à reeleição, o espaço para renovação tende a ser mais restrito. Diferentemente de 2022, quando a taxa de renovação da bancada atingiu 62,5%, com apenas José Medeiros, Emanuelzinho e Juarez Costa conseguindo se reeleger, o cenário atual aponta para maior estabilidade.
Na última eleição, nomes considerados veteranos como Nelson Barbudo, Rosa Neide e Neri Geller, que disputou o Senado, ficaram de fora, abrindo espaço para uma nova composição que incluiu Abilio Brunini, Amália Barros, Coronel Assis, Coronel Fernanda e Fábio Garcia.
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