Publicidade

Cuiabá, Terça-feira 17/03/2026

Política de MT - A | + A

ATOS DE IMPROBIDADE e assédio 17.03.2026 | 13h05

Vítima depõe em Comissão e pede CPI para investigar ex-secretário

Facebook Print google plus

Divulgação

Divulgação

A vítima que acusa o ex-chefe de gabinete do prefeito Abilio Brunini (PL) e ex-secretário municipal, William Leite, de assédio sexual foi ouvida formalmente na Câmara de Cuiabá, na segunda-feira (16). Em seu depoimento, ela pediu formalmente que o Legislativo abra uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o ex-braço direito do prefeito.  

 

A informação é da vereadora Maysa Leão (Republicanos) que acompanhou o depoimento da ex-funcionária da prefeitura na Comissão Especial criada pelo Legislativo para acompanhar o caso e evitar a CPI. Segundo a vereadora, a vítima, que está grávida de cinco meses do primeiro filho, expôs detalhes sobre o ocorrido e emocionou os presentes.  

 

“Ela fez o pedido de que seja aberta a CPI para investigar as possíveis improbidades. Ela falou de depósitos em uma conta, vindo de uma empresa, coisas que não deveriam estar acontecendo na administração pública. Nós vereadores precisamos dar essa resposta para a população”, disse a parlamentar na sessão desta terça-feira (17).  

 

Leia também - Flávio Bolsonaro vem a MT para lançamento da candidatura de Medeiros

 

Maysa ainda afirmou que a CPI seria uma forma de acolhimento à vítima, já que ela demonstrou incômodo diante das declarações do prefeito Abilio Brunini, insinuando que ela poderia estar sendo manipulada ou levada a passar informações. “Ela deixou claro que o intuito dela é que outras pessoas não passem o que ela passou”, completou.  

 

A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), agradeceu a vereadora Drª Mara (Podemos) que preside a Comissão Especial, pela condução na oitiva. “A Câmara faz o seu papel enquanto instituição, para que ela seja acolhida”, afirmou. O vereador Ilde Taques (Podemos), que participou da reunião, afirmou que o depoimento é importante, mas também será preciso tomar os dois lados, para tomar alguma decisão. “Precisamos acompanhar o inquérito da Policia Civil. E se o ex-secretário for culpado, podemos cobrar que a justiça seja feita”, ponderou.  

 

O vereador afirmou ainda que é favorável mudar o regimento interno da Câmara, para permitir que seis CPIs possam funcionar ao mesmo tempo, para apurar o caso de assédio e possíveis atos de improbidade. Atualmente apenas 5 CPIs podem funcionar concomitantemente. Temando a CPI a base do prefeito Abilio Brunini decidiu abrir 3 CPIs de uma vez para se chegar a 5 Comissões e impedir assim a CPI contra o ex-secretário. Para minimizar o desgaste, se criou uma Comissão Especial.

 

O caso  

No último dia 6 de fevereiro a ex-servidora da Secretaria de Trabalho de Cuiabá registrou um boletim de ocorrência contra o secretário e ex-chefe de gabinete do prefeito Abilio Brunini (PL), Willian Leite, de assédio sexual.  O crime teria ocorrido ainda no ano passado, mas o boletim de ocorrência foi registrado só neste ano.

 

Segundo o boletim, a mulher relata que, ainda em 2025, recebeu uma ligação com o convite para integrar a equipe da gestão municipal. Contente com o chamado, ela aceitou e passou a trabalhar diretamente com o acusado, seu superior imediato.  Logo nos primeiros dias, a conduta do homem mostrou-se incômoda. A insistência em conversas e o contato físico eram recorrentes, assim como os convites para “permanecer a sós” em outros locais. A orientação era para que a jovem não permitisse a entrada de outras pessoas em sua sala, nem conversasse ou mantivesse contatos externos, configurando uma situação de total isolamento.  

 

Em certa ocasião, a jovem enfrentou problemas em sua conta bancária e, estando com dinheiro em espécie, pediu que o chefe transferisse o valor para outra conta enquanto ela lhe entregaria as cédulas. Contudo, o valor transferido foi maior do que o combinado. Ao questioná-lo, a servidora foi orientada a utilizar o montante excedente para despesas “solicitadas” por ele. A conta de origem pertencia a uma empresa de comunicação e publicidade.  

 

Houve também um conflito devido ao suposto sumiço de um pen drive, motivo pelo qual Leite ligou gritando com a servidora. Posteriormente, confirmou-se que o objeto estava na casa dele. Além disso, pessoas do entorno diziam à vítima: “vocês só estão aqui por serem bonitas, caso contrário não teriam sido nomeadas pelo Willian”, o que gerava uma situação vexatória.      

 

No boletim, a jovem relata que levou o caso ao secretário de Governo, Ananias Filho, que solicitou sua realocação para outro setor. Porém, antes que a mudança se efetivasse, o acusado tentou beijá-la à força. Este episódio foi o estopim para que ela pedisse demissão do cargo. No documento policial, a mulher afirma que teve medo de denunciar na época, mas que se encorajou agora diante da queixa de outras vítimas do então secretário.    

 

Após a repercussão do pedido de CPI e da queixa de assédio, Willian Leite pediu exoneração.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

O posicionamento político de uma empresa ou figura pública influencia na sua decisão de consumo?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Terça-feira, 17/03/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.