Publicidade

Cuiabá, Quarta-feira 28/01/2026

Política Nacional - A | + A

declaração 24.04.2021 | 08h14

Bolsonaro volta a Manaus após crise na saúde e elogia Pazuello

Facebook Print google plus

Reprodução TV Brasil

Reprodução TV Brasil

Três meses após o colapso no sistema público de saúde do Amazonas, o presidente Jair Bolsonaro esteve na sexta-feira (23) na capital do estado para inaugurar um pavilhão de eventos e ser agraciado com o título de cidadão amazonense. O chefe do Executivo aproveitou a ocasião para criticar opositores e fazer um aceno ao seu ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, que ganhou um cargo e voltará para Brasília.

 

"[Ganhei o] Título de cidadão amazonense e estou orgulhoso pelo momento do Brasil e pelo momento que passou [superou] nosso estado [do Amazonas]. Ninguém esperava. É um reconhecimento da maioria da Assembleia Legislativa, da parceria do governo federal com o estado e a capital Manaus", afirmou Bolsonaro.

 

Leia também - Decisão no caso Lula é golpe na luta contra a corrupção, diz jurista


Em janeiro, os hospitais de Manaus ficaram lotados e pacientes morreram asfixiados por falta de oxigênio, um insumo básico. O governo afirmou, na época, que não havia como prever o colapso no sistema público de saúde local em função da nova cepa (variante) do coronavírus que começou a circular na capital amazonense.

 

Por conta disso, Pazuello é investigado por suposta omissão na gestão da crise do coronavírus no estado. Em março, quando o ex-titular da Saúde já havia sido exonerado, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a remessa de inquérito contra ele à primeira instância, na Justiça Federal do Distrito Federal. O pedido havia sido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

 

Vale ressaltar que, na semana passada, ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) sinalizaram que devem punir o general da ativa e seus auxiliares. Relator da ação sobre a conduta do Ministério da Saúde durante a crise sanitária, o ministro Benjamin Zymler disse que a pasta evitou assumir a liderança do combate ao novo coronavírus no país.

 

Criticado pela gestão na pandemia, Pazuello perdeu o cargo há cerca de um mês, mas nesta sexta-feira foi nomeado por Bolsonaro para um cargo na Secretaria-Geral do Exército. A nomeação permite que ele saia de Manaus, onde estava lotado, e se fixe na capital federal, deixando seu posto na 12ª Região Militar, no Amazonas.


Conforme antecipou o R7 Planalto nesta quinta-feira (22), o ex-titular da Saúde foi alocado ao posto para, depois, ser transferido à Secretaria-Geral da Presidência da República. A pasta é chefiada por Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que foi deputado entre 2003 a 2019 e possui experiência no Congresso Nacional.

 

Onyx tem a tarefa de treinar o ex-ministro da Saúde para falar na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19 no Senado, que investigará possíveis omissões do governo federal no combate à crise sanitária. Pazuello é um dos alvos das apurações do colegiado.

 

Durante o evento de hoje no Amazonas, tanto Bolsonaro quanto o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), aproveitaram a cerimônia de inauguração do Pavilhão de Feiras e Exposições do Centro de Convenções do Amazonas, em Manaus, para elogiar Pazuello.

 

"Conseguimos com a equipe de Brasília colaborar e muito para que os danos dessa pandemia fossem amenizados. Em especial o ministro que tive até pouco tempo: o Pazuello. E aqui o [Marcelo] Queiroga que dá seguimento ao trabalho", disse o presidente.

 

Pressionado pela oposição e às voltas com a CPI, que tem sua reunião inaugural na próxima terça-feira (27), Bolsonaro aproveitou para criticar seus adversários.

 

"O Brasil começou a sair das garras da nefasta esquerda brasileira. Imaginem essa pandemia com [Fernando] Haddad [candidato petista à Presidência derrotado em 2018] presidente. Estaríamos num lockdown nacional", disparou.

 

"Lamentamos aqueles que usam o vírus para fins políticos. Nosso inimigo é um só e tenho certeza que, com Deus e povo, venceremos estes obstáculos."

 

Além da inauguração do centro de eventos, que teve investimentos de R$ 40 milhões apenas do governo federal, ministros do Planalto que acompanhavam o chefe do Executivo anunciaram o repasse de R$ 1,2 bilhão do Fundo Geral do Turismo para a recuperação do setor no estado e a doação de 310 mil cestas básicas por meio do Projeto Brasil Fraterno.

 

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Além das fake news em ano eleitoral, as ferramentas de manipulação fazem vídeos de qualquer coisa usando a IA. Você sabe identificar se a imagem é real ou feita por inteligência artificial?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Quarta-feira, 28/01/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.