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Fraude Bilionária 28.04.2026 | 09h45

PF mira esquema de corrupção e contrabando que movimentou R$ 86 bi no Porto do Rio de Janeiro

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Polícia Federal

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A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta sexta-feira (28), 45 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. A força-tarefa faz parte da Operação Mare Liberum, que mira um grupo especializado no contrabando de mercadorias atuante na região do Porto do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense.

 

Dezessete auditores fiscais e oito analistas tributários foram afastados dos respectivos cargos de servidores públicos. Além disso, nove despachantes particulares tiveram os bens bloqueados e estão com restrições ao exercício das atividades profissionais.

 

A operação da PF ocorre em parceria com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPF (Ministério Público Federal) e com a Receita Federal. Os investigadores descobriram que os suspeitos teriam movimentado produtos de forma irregular na alfândega e usado estratégias para evitar o pagamento de tributos.

 

A Receita Federal detalhou que essa foi a maior operação da história da Corregedoria da autarquia. As investigações começaram em 2022, a partir de informações obtidas por meio de controles internos e denúncias.

 

O esquema envolveu a movimentação de R$ 86,6 bilhões em mercadorias, de julho de 2021 a março de 2026, com pagamento de dezenas de milhões em propinas. A PF apreendeu, ainda, uma grande quantia de reais e dólares em espécie, na casa de dois auditores da Receita Federal, na Barra da Tijuca, bairro nobre na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, e em Niterói (RJ).

 

Mais de 100 servidores da Receita e 200 policiais participam da operação, que ocorreu nas capitais Rio de Janeiro e Vitória. “A Receita Federal estrutura imediatamente ações de apoio ao Porto do Rio de Janeiro, para manter a fluidez do comércio, além de revisar as operações irregulares que ocorreram no período investigado. Novas medidas serão tomadas para responsabilização dos corruptores”, detalhou a autarquia, em um comunicado.

 

Os envolvidos devem responder por delitos como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro.

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