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Política Nacional - A | + A

ataques à CPI 09.07.2021 | 14h40

Renan diz que CPI não teme 'quarteladas' e cobra apoio de Pacheco e Lira

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Jefferson Rudy/Agência Senado

Jefferson Rudy/Agência Senado

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), reagiu aos ataques do presidente Jair Bolsonaro e, após um episódio de tensão entre as Forças Armadas e o Senado, declarou que a comissão não teme 'quarteladas'. Além disso, ele cobrou publicamente apoio dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL).

 

A cúpula da CPI enviou ontem uma carta a Bolsonaro, cobrando dele que se manifeste sobre as denúncias de corrupção apresentadas pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF), referentes às negociações para compra da vacina indiana Covaxin. O presidente não só desafiou a CPI como recorreu a xingamentos para dizer que 'em hipótese alguma' atenderá a esse pedido.

No mesmo dia, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, e o comandante do Exército, general Paulo Sérgio de Oliveira, telefonaram para o presidente do Senado tentando dissipar o clima de tensão entre as Forças Armadas e o Senado.

 

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Braga Netto e os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica divulgaram uma nota de repúdio ao presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), após o senador ter afirmado que o 'lado podre' das Forças Armadas estão envolvidos em 'falcatruas do governo'.

 

'Nós não podemos ter medo de arreganhos, de ameaças, de intimidações, de quarteladas', disse Renan durante discurso na CPI. O relator ainda fez um apelo de apoio a Arthur Lira que, de acordo com ele, 'não tem perdido oportunidade de falar mal da CPI', e a Rodrigo Pacheco, que acumula insatisfações internas dos integrantes da comissão. O presidente do Senado foi cobrado por colegas para ter expressado um apoio mais explícito a Omar Aziz e reagido de forma mais enfática à nota militar.

 

'Nós não vamos investigar instituição militar, longe de nós. Temos responsabilidade institucional. Agora, nós vamos, sim, investigar o que aconteceu nos porões do Ministério da Saúde e, na medida em que esses fatos forem conhecidos e essas provas forem sendo apresentadas, nós vamos cobrar punição dos seus responsáveis, sejam eles civis, sejam eles militares', declarou Renan.

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