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Política Nacional - A | + A

contra declarações de bolsonaro 06.08.2021 | 14h22

'Teremos eleições 2022 legítimas', garante Pacheco

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Foto: Pedro Gontijo/Senador Federal

Foto: Pedro Gontijo/Senador Federal

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), reagiu às declarações do presidente Jair Bolsonaro que colocam em suspeição a realização das eleições em 2022. Nesta sexta-feira (6), em entrevista à GloboNews, Pacheco descartou a possibilidade de o pleito não ser realizado no ano que vem. 'Teremos eleições em 2022 legítimas', garantiu, afirmando que são graves as declarações do presidente Bolsonaro em questionar a lisura das eleições.

 

'Não podemos questionar a lisura das eleições', disse o presidente do Parlamento, emendando que 'todo aquele que pregar retrocesso com eleições 2022 será punido pela história'. Pacheco relembrou ainda que não há comprovação de fraude nas eleições e apostou na confiança do sistema de votação. Em sua avaliação, 'a maioria dos parlamentares compreende que o sistema eletrônico é confiável' e a vontade do Congresso deve ser a de preservação do sistema.

 

Leia também - Bandeira de Bolsonaro, PEC do voto impresso é derrubada por comissão da Câmara

 

A postura do parlamentar contra os ataques do presidente Bolsonaro ao sistema eleitoral, contudo, não são compartilhadas pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Na última quarta-feira (4), em entrevista à Bandeirantes, Lira afirmou que o debate sobre o voto impresso estava muito 'polarizado' e pediu calma na análise do tema.

 

O presidente da Câmara admitiu não existir 'nenhum fato relevante' que aponte fraude nas urnas eletrônicas, mas mesmo assim, não deixou de apoiar a bandeira do presidente. Lira falou em criar formas de auditagem 'mais transparentes', que evitem a contestação das eleições, e jogou a decisão final sobre o tema para o Senado.

 

Apesar da pressão e das ameaças de Bolsonaro, o voto impresso sofreu sua primeira grande derrota no Congresso na quinta-feira (5). O relatório do deputado Filipe Barros (PSL-PR) para a volta da contagem manual do resultado das eleições e da impressão do comprovante de votação foi derrotado por 23 votos contrários e 11 favoráveis.

 

Contra qualquer ataque da decisão, Pacheco disse que as instituições devem ser 'obedientes' e entender que 'quem decide é o Congresso Nacional'. 'O papel do Congresso é discutir isso (voto e urna), como foi feito ontem', pontuou. A expectativa, conforme pontua, é que o assunto seja encerrado na Câmara dos Deputados. No entanto, caso prossiga para o Senado, 'a Casa decidirá', declarou. Pacheco defendeu ainda que as reformas administrativa e tributárias são as prioridades do Parlamento no momento.

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