19.04.2011 | 03h00
Com a chegada da estação seca e fria, a vegetação ganha cores com a floração das paineiras, uma das mais típicas árvores do interior do Brasil. A predominância de estacionalidade climática com um período seco e frio mais acentuado, faz com que várias espécies florestais percam suas folhas, normalmente também dispersando as sementes, daí o nome de florestas estacionais, caducifólias ou deciduais. Assim como jequitibá, pau-marfim, cabreúva, entre outras, a paineira perde as folhas nesta época do ano e, normalmente floresce e frutifica.
Normalmente, a paineira começa a florir e a perder suas folhas à partir de dezembro, estando completamente sem folhas em abril e maio, quando começa a abrir seus frutos e dispersar, pelo vento, suas sementes envoltas em abundante paina.
O engenheiro agrônomo e mestre em Botânica, Eduardo Luís Martins Catharino, comenta que as paineiras normalmente atingem grandes proporções, sendo árvores com troncos e ramos aculeados e o tronco bojudo, provavelmente para armazenamento de água. Pertence à família das barrigudas do Nordeste e do baobá da África. Possui variedades de flores brancas e rosa de várias intensidades, sendo muito utilizadas para paisagismo de locais amplos. A paina (retirada de seus frutos) pode ser usada para enchimento de colchões e travesseiros, tendo sido muito usada, no passado, para enchimento de bóias de embarcações.
Sua madeira não tem grande utilidade para o homem, embora os índios Botocudos a utilizem para seus ornamentos de beiço e orelha. Tem crescimento rápido sendo recomendada para plantios de recuperação de áreas degradadas e para o paisagismo. Provavelmente, todas as pessoas já devem ter visto uma paineira em flor ou dispersando suas sementes, apesar da espécie ser cada vez mais rara em sua condição natural.
A semente é de fácil germinação, pedindo o plantio em canteiros de pleno sol e regas abundantes.
No cerrado brasileiro, como na região de Rondonópolis, a espécie Pseudobombax longiflorum, popularmente conhecida como imbiriçu, ou paineira-do-cerrado, é uma árvore que pode chegar até 15 metros de altura. Quando surgem suas pequenas flores, entre julho e novembro, encontra-se completamente despida de folhagem. A frutificação acontece em meados de julho do ano seguinte.
Há ocorrência da planta na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo, sempre em regiões de cerrado. É utilizada como ornamental e produz muita paina (ou lã) de cor avermelhada. Seu principal polinizador é o morcego. O nome umburuçu vem de imbira (corda) e açu (grande).
Em Cuiabá, a prefeitura tem planos de criar no antigo "campo do bode", nos fundos da feira do Porto, entre a Barão de Melgaço e Beira Rio, o "Parque das Paineiras", um centro de cultura, lazer e esportes que tem em sua área certa concentração de árvore.
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