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10.08.2003 | 03h00

Boomerang, um canal que faz a alegria dos adultos

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O bumerangue já estava no ar há dois anos, mas só agora ele fez a curva para voltar com a força multiplicada. Ligado ao Cartoon Network, o canal de desenhos animados Boomerang chegou à grade da rede Net no dia 1º de agosto e já está disponível para todos assinantes brasileiros de tevê a cabo - já que, desde 2001, ele é exibido pela outra operadora, a TVA. Com isso, Zé Colméia, Pepe Legal, Dom Pixote, Penélope Charmosa e Manda-Chuva (entre muitos outros) estão espaçosos como nunca por poderem se exibir para mais espectadores.

As 24 horas de programação com clássicos dos estúdios Hanna-Barbera e MGM podem entreter pais e filhos. Pelo menos é nisso que acreditam os executivos do Boomerang. "Os adultos, pais ou nostálgicos, são um dos alvos principais de nossa campanha, pois os desenhos são antigos e acabam por atingir o público mais velho", diz Barry Koch, diretor internacional do canal, de Atlanta. "Mas, as crianças entre três e sete anos, também devem se interessar pelo canal pois, para eles, esses personagens são novidade".

Assinantes da Net aficionados por cartoons não viam a hora do canal estrear na grade da operadora. "Quando o canal foi lançado

eu esperava que ele entrasse na programação de todas as operadoras", lembra Antônio Carrera, editor do site Mofolândia (www.mofolandia.com.br), especializado em desenhos animados e seriados. "Gosto muito dos desenhos da Hanna-Barbera: eles não são violentos, são atemporais, inventivos e não cansam", diz. "Mas o melhor, na minha opinião, é que os desenhos preservam a dublagem original. Como o canal é voltado para a nostalgia, isso é muito importante porque podemos identificar os personagens pelas vozes. Hoje em dia a dublagem não é tão boa como antes".

A longevidade dos personagens do estúdio, acredita Barry Kock, está ligada ao estilo que aqueles desenhos apresentam. "A combinação de roteiros inteligentes, personalidades marcantes e músicas excelentes transformaram aquelas histórias em clássicos", arrisca. "A pureza e a ingenuidade daqueles personagens cativam todo mundo", acrescenta Ciro Kawamura, diretor de marketing e produtos do grupo Net no Brasil.

Segundo ele, os desenhos estão em sétimo lugar na preferência dos assinantes da Net - atrás, por exemplo, de filmes, documentários, notícias e esportes. Mas frisa: "Essa pesquisa foi feita entre adultos. Se fosse com a família toda, certamente os cartoons teriam uma colocação melhor". Curiosamente, outra pesquisa com espectadores do Boomerang indicam que 37% do público do canal é formado por adultos acima de 35 anos.

"O Boomerang aproxima gerações", diz Kawamura. "Os pais querem mostrar para os filhos os desenhos de sua época". Se for mesmo assim, o índice de brigas pela posse do controle remoto nas casas de família no Brasil poderá cair bastante a partir de agora.

Com frases marcantes e comportamentos que os distingüem uns dos outros, muitos dos personagens que hoje estrelam o Boomerang surgiram entre o final da década de 50 e início de 60, quando a televisão ainda era artigo de luxo nos lares brasileiros. Confira abaixo o perfil de algumas das atrações que hoje voltaram a fazer parte da vida dos telespectadores mirins.

Pepe Legal - Sua frase recorrente é: "E não se esqueça disso". O divertido xerife do Novo México não é dos mais temidos pelos bandidos. Ele fala devagar porque pensa devagar e, quando finalmente consegue tirar o revólver do coldre, erra o alvo. Seu distintivo de agente federal não intimida ninguém. Pepe Legal só não é um fracasso total porque o burrico Babalu, seu parceiro, está sempre por perto para evitar o pior. Foi criado em 1958.

Dom Pixote - O canino faz de tudo por uma boa aventura. Incansável, não se intimida nem para domar leões, capturar ladrões ou laçar dinossauros. Ele estreou em 1958 e foi a primeira criação da dupla William Hanna e Joseph Barbera. Foi também o primeiro programa totalmente animado produzido exclusivamente para a TV. Em 1960, o cachorro ganhou mais um motivo para ficar convencido: sua série foi a primeira animação a ganhar o prêmio Emmy de TV.

Bóbi Pai e Bóbi Filho - O cão é melhor amigo do cão. Pelo menos é assim com Bóbi Pai e Bibo Filho, que não se desgrudam por nada. Eles estrearam na telinha em 1959 e o estúdio Hanna-Barbera produziu um total de 45 desenhos com a dupla. O filho é um pequeno gênio da ciência e o pai é um caçador que trabalhava em um teatro. Um está sempre pronto para salvar o outro das enrascadas.

Manda Chuva - É o chefe malandro e tagarela de um grupo de gatos de beco que gostam de curtir a vida numa boa. Eles vivem nas ruas de Manhattan, em um lugar chamado beco do Hoagie. Seu único obstáculo, que ele não cansa de driblar, é o Guarda Belo - que fica louco da vida com as peripécias do felino, principalmente quando ele se atreve a usar o telefone exclusivo da polícia para fazer ligações particulares. A turma, criada em 1961, ainda é formada por: Xuxu (o mais alto da turma e o braço direito do Manda-Chuva), Batatinha (o mais ingênuo da gangue), Espeto (cafona e autêntico), Bacana (um galanteador meio azarado) e Gênio (o único da turma que usa relógio mas, mesmo assim, nunca consegue dizer as horas). Uma curiosidade: o ator que eternizou a voz de Manda Chuva através da dublagem foi Lima Duarte, que começou a carreira como sonoplasta.

Penélope Charmosa - Ela pode até perder a corrida, mas nunca o penteado nem o charme. Musa do desenho Corrida Maluca (de 1958), a loira é piloto do carro rosa que traz o número 5 da competição e a favorita das espectadoras meninas. Herdeira de uma fortuna, corajosa e vaidosa, ela não deixa de retocar a maquiagem, nem mesmo nos momentos de maior perigo. Batom e pó de arroz são suas principais armas. "Coitadinha de euzinha", virou sua frase símbolo.

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