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24.04.2005 | 03h00

Cacau Melo vai para o outro lado

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Em breve, a carioca Cacau Melo vai deixar de ser apenas mais uma simples telespectadora da novela América. No último dia 9, ganhou um concurso no Caldeirão do Huck que lhe garantiu um papel na novela de Glória Perez. Mas Cacau nem precisou estrear em pleno horário nobre para começar a sentir o gostinho da fama. As oito semanas em que apareceu no programa de Luciano Huck já renderam a ela abordagens nas ruas, algumas até um tanto afoitas. Recentemente, enquanto andava pelo comércio popular do Saara, no Centro do Rio de Janeiro, Cacau foi puxada bruscamente pela bolsa e, na hora, achou que estava sendo assaltada. "Levei um susto enorme. Quando olhei, era uma moça tentando me chamar e gritando: Estou torcendo por você no concurso!"", relembra, aos risos.

Mas Cacau sabe que isso é apenas o começo. Embora ainda nitidamente inebriada pela vitória, a jovem atriz de 21 anos já demonstra ter uma clara consciência do que a espera depois que der as caras em América. Mesmo assim, ela garante que vai fazer de tudo para impedir que o assédio e a fama interfiram no seu cotidiano. Cacau mora com a mãe no bairro de Botafogo, Zona Sul do Rio, e pretende dar continuidade a sua rotina de estudos, ainda que seja complicado conciliá-la com as gravações. Ela está no sexto período da faculdade de Artes Dramáticas e mal consegue disfarçar a empolgação com o curso. Além das aulas práticas de interpretação e preparação corporal, é fã das cadeiras teóricas que discutem o que é ser atriz e contam, por exemplo, a história do teatro no Brasil e no mundo. "Acho que o conhecimento teórico é imprescindível. Sem esse embasamento, o trabalho do ator deixa a desejar", opina.

Apesar de novata na tevê, Cacau já tem uma razoável experiência como atriz. Ela estuda teatro desde os 14 anos e já fez cerca de cinco cursos de interpretação, um deles na CAL, Centro de Artes de Laranjeiras. Nesses sete anos, encenou diversas peças amadoras e, no ano passado, fez seu primeiro espetáculo profissional, Qualquer Espécie de Salvação, de Roberto Alvim, que ficou em cartaz no Rio. Por causa dessa vivência profissional, Cacau demonstra segurança e não parece intimidada em estrear justamente em uma novela das oito. "Vou mostrar meu trabalho e não tenho medo de críticas. Elas vão aparecer, querendo eu ou não, e fazem parte do meu crescimento como atriz", constata.

Cacau ainda não faz idéia de quando vai entrar em América e nem que personagem vai interpretar. Mas, na verdade, isso não importa muito. O que ela realmente quer é poder apresentar sua interpretação e se firmar como atriz. "Esse trabalho vai abrir portas, janelas...", brinca. Apesar de o personagem ser apenas um detalhe, Cacau não esconde o carinho especial pelo núcleo country e a vontade de atuar nele. "É o núcleo mais animado e, por isso mesmo, tem tudo a ver comigo", frisa.

Mas, enquanto o trabalho duro não começa, Cacau só pensa em curtir a vitória que, por sinal, não foi nada fácil. Durante oito semanas, ela foi testada no quadro Oficina de Atores do Caldeirão do Huck diante da platéia do programa, de atores e de diretores da Globo e de inúmeros telespectadores. Ela disputou a vaga no elenco de América com mais nove candidatas e, após fazer cenas com os atores Erik Marmo e Malvino Salvador, venceu a concorrente Luana Carvalho, filha da cantora Beth Carvalho, na final, por 55% dos votos. "Isso aumenta ainda mais a minha responsabilidade de apresentar um bom trabalho. Tenho de honrar a escolha do público", discursa.

O período de testes, no entanto, não foi apenas de nervosismo e dificuldades. Cacau considerou o concurso como um grande aprendizado, pois teve a oportunidade de contracenar com atores que já possuem experiência na tevê. Apesar do pouco contato com eles, Cacau procurou absorver o máximo de conhecimento que pôde e não se esquece de uma dica dada por Erik Marmo. "Ele me falou que não posso pensar em interpretar. Tenho de sentir a emoção, me imbuir dela e a deixar transparecer", recorda.

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