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11.09.2005 | 03h00

Essas e outras mulheres

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A novela Essas Mulheres, da Record, está longe de repetir o sucesso de sua antecessora. Ao contrário de A Escrava Isaura, novela de Tiago Santiago que registrou média geral de 15 pontos no Ibope, a trama de Marcílio Moraes dificilmente bate na casa dos dois dígitos. A honrosa exceção da regra aconteceu no dia em que a cortesã Lúcia, interpretada por Carla Regina, apareceu, toda brejeira, tomando banho de tina. Mesmo assim, a trama que reúne três romances do escritor José de Alencar - Senhora, Lucíola e Diva - não chega a fazer feio no Ibope. Explica-se. Com uma audiência média de oito pontos, Essas Mulheres tem conseguido ocupar a segunda colocação, à frente do SBT Brasil e do Jornal da Band. Na última semana de agosto, a trama da Record chegou a bater o telejornal de Ana Paula Padrão por dois pontos de diferença. Sinal de que a emissora já conquistou um público cativo no horário das 19 h.

Um dos maiores méritos de Essas Mulheres é, como o próprio título sugere, o elenco feminino. No que diz respeito à trinca de protagonistas, Christine Fernandes, Carla Regina e Miriam Freeland têm correspondido às expectativas. Também pudera. Duas delas, Christine e Regina, já encabeçaram o elenco de outras novelas antes. Na nova emissora, as três demonstram razoável competência em papéis de destaque, que dificilmente conseguiriam na Globo.

No momento, as três personagens vivem momentos, digamos, pouco impactantes. A sofrida Aurélia Camargo, de Christine Fernandes, continua a choramingar pelos cantos a separação de Fernando, personagem de Gabriel Braga Nunes. Já Lúcia, a cortesã de Carla Regina, anda suspirando por Paulo, de João Vitti. A Mila, de Miriam Freeland, por sua vez, não esconde a alegria por estar trabalhando como caricaturista da Gazeta Liberal.

Faltando um mês para o final da novela, Marcílio Moraes resolveu promover um saudável rodízio entre os personagens da novela. E, mais uma vez, os femininos se sobressaíram aos masculinos. Do elenco secundário, Talita Castro, a fútil Bela, e Ingra Liberato, a submissa Marli, têm procurado aproveitar a oportunidade que o autor lhes dá. E, seguramente, não têm desapontado. Ambas estão fazendo por merecer melhores chances da próxima vez. Ana Beatriz Nogueira, que interpreta a autoritária Leocádia, também não fica atrás. O primeiro desafio da atriz foi convencer, aos 38 anos, como mãe dos personagens de Miriam Freeland e Teodoro Cochrane. Para convencer o público, resolveu dar um tom mais austero e sisudo à personagem, que vive às turras com a filha problemática.

Mas a maior surpresa é, sem sombra de dúvida, a bela Adriana Garambone. No papel de Adelaide, tem roubado todas as cenas de que participa. Sozinha ou com o experiente Paulo Gorgulho, que dá vida ao inescrupuloso Lemos, prova o quanto tinha sido mal aproveitada pela Globo. Na Record, a moça esbanja segurança no papel da megera que faz de tudo para arruinar o casamento de Aurélia e Fernando. De uns capítulos para cá, resolveu arruinar também o casamento do pai. Decidida a dar um fim no romance entre o banqueiro Artur Amaral e a professora Ordália, não hesitou em tramar a morte da futura madrasta por envenenamento.

Mas, apesar das boas atuações de Ana Beatriz Nogueira e Adriana Garambone, o foco principal de Essas Mulheres deve voltar, em breve, para a principal trinca de damas. Na reta final da novela, que termina 14 de outubro, Marcílio reserva boas surpresas para as três. Como convém a qualquer folhetim que se preze, cada uma tem um segredo a esconder. O de Aurélia diz respeito à carta misteriosa que compromete Lemos. Já o de Lúcia faz alusão à própria identidade, mantida em sigilo desde que trocou de lugar com uma famosa cortesã. E o de Mila deve vir à tona quando ela finalmente revelar que ficou perturbada assim depois que viu a mãe traindo o pai, Duarte, interpretado por Ewerton de Castro. Com tantas cartas na manga do autor, quem sai ganhando é o público. Afinal, nunca faltaram curingas nesse baralho...

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