10.04.2005 | 03h00
Para Karina Barum, o trabalho no SBT não poderia vir em melhor hora. Afinal, a personagem Graziela, de Esmeralda, surgiu após quatro anos desde seu último trabalho na tevê - em A Padroeira na pele de Tiburcina. E o melhor de tudo é que a novela é gravada em São Paulo. Só assim mesmo para conciliar as funções de atriz e mãe de primeira viagem de Manuela, de um ano. "Não é fácil desempenhar bem as duas tarefas. Mas a Manu já está indo para escola e tenho tempo para me dedicar à novela", garante.
O trabalho de composição de Graziela exigiu mesmo tempo livre da atriz. No começo, Karina estava com dificuldade para encontrar o tom exato da personagem, que é muito dependente da mãe Fátima, interpretada por Tânia Bondezan. Mas foram essas dificuldades que acabaram dando o caminho da interpretação: expor a relação doentia entre mãe e filha. "Através da Graziela, tento mostrar que os pais erram muito ao decidirem o caminho da felicidade dos filhos", explica a atriz, de 34 anos. Mas, de qualquer maneira, Karina não é uma incorrigível defensora de seus próprios personagens. Tanto que também responsabiliza a postura submissa de Graziela. "Ela me dá uma raiva porque tudo tem limite. Não me imagino nessa situação", indigna-se.
É na vertente menos psicológica que Karina encontra uma chance de se divertir com a personagem. Caso das cenas em que Graziela anda a cavalo. A ironia da coisa, inclusive, é que na trama ela toma aulas de eqüitação Adrian, personagem Daniel Andrade. Nos bastidores, porém, os papéis se invertem: é ela quem ensina a ele. "Desde criança ia para o campo. Parece até mais brincadeira do que trabalho", gaba-se.
Mas Karina leva o trabalho bem a sério. De fato, ela garante que sempre almejou seguir carreira artística. Para conquistar seu sonho, aos 20 anos mudou-se de Brasília para São Paulo para cursar na Escola de Teatro Célia Helena. Sua estréia no teatro foi com o espetáculo Os Menestréis, de Oswaldo Montenegro. Na tevê, a atriz estreou em 1994, na novela 74,5, Uma Onda no Ar, na extinta Manchete. Depois passou por Malhação até que fez sucesso em 1998, ao interpretar Shirley de Torre de Babel, na Globo. "Até hoje as pessoas me param na rua e me chamam de Shirley", conta Karina, que assegura não se importar com esses assédios.
Para Karina, o melhor de trabalhar no SBT, no entanto, é o entrosamento entre o elenco. Tanto que sempre reserva um tempo para passar os textos e trocar idéias sobre seu desempenho com os colegas. "Por ser apenas um núcleo, nos tratamos como uma família. A novela nem acabou e já sei que vou sentir saudades", derrete-se. A atriz defende a idéia de que essa é a melhor forma de manter a unidade na trama inclusive para ter uma referência se está indo além ou aquém do necessário.
É atrás desse aprimoramento que a atriz assiste a todos os capítulos de Esmeralda. E diz que às vezes se surpreende com o resultado da edição, que no seu ponto de vista está muito bem-feita. Na verdade, Karina não economiza confete. Para ela, o enredo é bem-desenvolvido, não cai na mesmice e sempre tem uma coisa nova acontecendo para mobilizar a atenção do público. "Não tem encheção de lingüiça para esticar a novela", assegura. Até mesmo o fato de o SBT investir em tramas estrangeiras é bem-visto por ela, já que aumenta o mercado de trabalho para os atores e pessoal da equipe técnica.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.