10.10.2004 | 03h00
A cantora Kelly Key, há de se admitir, é uma moça corajosa. Ela resolveu estrear como apresentadora infantil no justo momento em que o gênero entra em evidente colapso. Na Globo, Xuxa e o No Mundo da Imaginação colecionam sucessivas derrotas na audiência para o Bom Dia & Cia, do SBT - que se resume a uma sequência de desenhos animados. Na Record, a Eliana já anunciou para o próximo dia 12, quando ela completa seis anos de emissora, a última edição do Programa da Eliana. Por coincidência, a Band exibe no mesmo dia 12, Dia das Crianças, um especial apresentado por Kelly Key. Grávida de seis meses, a cantora volta ao ar definitivamente em março, quando passa a apresentar, de segunda a sexta, às 17 h, um infantil na emissora. "Por que será que isso está acontecendo? Algum motivo deve ter. Será que as crianças não estão atrás de coisas novas?", arrisca Kelly.
A proposta do novo programa de Kelly Key, porém, não é tão inovadora assim. Ainda sem título definido, o infantil da Band promete apenas misturar os já tradicionais "games", musicais, entrevistas e desenhos. "Não vou estar lá para ensinar ninguém. Quem tem de ensinar alguma coisa é a mãe em casa ou a professora no colégio. Estou ali apenas para divertir as crianças...", avisa ela, que vai ser dirigida no programa por Marlene Mattos, a responsável pela ascensão de Xuxa nos anos 80. Cautelosa, Kelly Key se apressa em dizer que não teme comparações com a ex-"pupila" da atual diretora artística da Band. "A comparação com a Xuxa é natural, mas eu gostaria de lembrar que sou a Kelly Key. Não sou e nem quero ser a nova Xuxa", enfatiza.
Mesmo assim, qualquer semelhança entre as duas não é mera coincidência. A exemplo de Xuxa, Kelly Key também já posou nua para revistas masculinas. "Sei que muitos pais vão torcer o nariz por eu já ter posado nua, mas eu não me arrependo. E nem tenho por que me envergonhar. Gostei muito do resultado...", avalia. Apesar de afirmar que não pretende passar uma borracha no seu passado, Kelly Key adianta que vai abrir mão de músicas de duplo sentido, como Baba, Cachorrinho e Adoleta. No seu próximo CD, o terceiro da carreira, o repertório vai ser predominantemente infantil. "Já mudei o meu estilo e, se precisar, mudo mais. Mas ninguém vai me ver também cantando músicas do pintinho ou da baratinha", ressalva.
Aos 21 anos, Kelly Key garante que, quando criança, não gostava muito de assistir aos programas do gênero. Das muitas apresentadoras infantis que proliferaram nos anos 80, gostava muito da Mara Maravilha. E por um motivo bastante incomum. "Ela lembrava uma tia minha, a Valéria. E por ser também a única morena no meio de um monte de loura", ri. Hoje, prestes a estrear como apresentadora infantil, jura de pés juntos que não buscou inspiração em nenhuma delas. "Minha maior referência sou eu mesma. A Marlene me ajuda muito quando diz que tenho apenas de olhar para a câmara e ser eu mesma. No programa, faço o que tenho vontade", gaba-se.
Muito antes de sonhar em ser apresentadora infantil, Kelly Key já fazia figuração de luxo no musical Samba, Pagode & Cia, apresentado por Netinho e Salgadinho, então vocalistas do Negritude Júnior e Katinguelê. "Desde pequena, sempre gostei muito de criança. Enquanto minhas amigas brincavam de boneca, eu já pensava em ter filho", entrega, precoce. Desde as férias escolares de julho deste ano, Kelly dá expediente na Band, onde apresenta o desenho Cavaleiros do Zodíaco. Logo na primeira semana, o ibope do horário pulou de três para seis pontos. "É claro que a audiência é sempre bem-vinda, mas estamos atrás mesmo é de qualidade", teoriza a cantora.
Mas, como santo de casa não faz milagres, Kelly esboça um riso amarelo quando diz que a filha Suzanna, de três anos, não é lá muito fã dos Cavaleiros do Zodíaco. Exigente, a menina prefere assistir aos cartoons do Discovery Kids e do Nickelodeon. "Mas, com certeza, quando eu estrear na Band, ela vai prestigiar a mamãe", torce.
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