22.07.2003 | 03h00
Trinta anos após a sua morte, a lenda de Bruce Lee permanece bem viva em Hong Kong, de onde partiu em 1959 para a cidade de São Francisco em busca de glória e fortuna na indústria cinematográfica dos Estados Unidos, na qual as estrelas asiáticas não tinham então lugar. Num prazo de 10 anos, Bruce Lee iria mudar a imagem do filme de kung fu e conquistar, aos olhos dos seus fãs, a reputação de maior especialista de artes marciais de todos os tempos.
Com a sua morte súbita, em 20 de julho de 1973, em Hong Kong, na casa da sua amante Betty Ting, quando contava apenas 32 anos, o mundo ficou de luto pela maior estrela internacional do kung fu. Trinta anos mais tarde, a lenda continua, e a sua popularidade permanece intocável junto de um público ávido de ver e rever os seus filmes ou imitar os seus golpes de pés infernais.
O seu êxito abriu as portas de Hollywood a outras vedetas asiáticas como Jackie Chan, Jet Li ou Michelle Yeoh. Mas para os adeptos de Bruce Lee, ele continua inultrapassável. "Bruce Lee foi o primeiro e o melhor, o maior artista marcial de todos os tempos, ninguém lhe chegou aos calcanhares", afirma Jeffrey Lai, de 26 anos, enquanto assistia a Jogo da Morte, um filme seu apresentado durante uma exposição comemorativa em Hong Kong.
Lai, como muitos outros, lamenta que as autoridades de Hong Kong não tenham ainda construído um memorial permanente em memória do homem que contribuiu com a sua reputação internacional para a indústria cinematográfica da cidade. A China abriu um museu no ano passado em Shunde, a cidade dos antepassados do ator na província meridional de Cantão, apesar de Bruce Lee só lá ter estado uma única vez na vida, quando tinha 5 anos.
"É criminoso", critica Kwok Chi-wai, um fã de 55 anos. "Trinta anos após a sua morte, ele continua a ser o mais célebre dos atores, porque tinha estilo e sabia fazer o grande público amar as artes marciais", disse. "Se ele tivesse um memorial, e é um insulto não o ter, haveria ali hoje milhares de fãs para celebrar o seu aniversário", acrescentou.
Lee nasceu em 27 de novembro de 1940 em São Francisco, mas partiu para Hong Kong com os seus pais no ano seguinte. Iniciou-se nas artes marciais em 1953, depois de se envolver numa rixa de rua. Regressa aos Estados Unidos em 1959, onde se fez conhecer num programa televisivo dos anos 60. Mas a glória não vinha e ele voltou a Hong Kong. Após vários filmes que fizeram dele uma vedete na Ásia e na Europa, a sua paciência acabou por ser recompensada com a sua obra mais célebre, O Enterro do Dragão, de 1973, primeiro filme de artes marciais a obter o apoio de um grande estúdio de Hollywood.
A sua morte, devido a um edema cerebral, impediu Bruce Lee de chegar a ver a película acabada. Ao mesmo tempo, também provocou uma onda de especulações de fãs que ainda hoje se interrogam como pôde este jovem atleta desaparecer no auge da glória. Trinta anos mais tarde, sua amante, a atriz Betty Ting, afirma estar decidida a escrever a sua autobiografia e a trazer o seu testemunho sobre a noite da morte de Bruce Lee.
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