30.04.2009 | 03h00
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente o uso de toxina botulínica (botox) para tratar pessoas que sofrem com incontinência urinária. É importante ressaltar que este problema atinge atualmente cerca de três milhões de brasileiros. Este novo procedimento ainda é pouco usado. A utilização da substância é eficiente apenas em pacientes que sofrem de incontinência urinária de urgência, ou seja, aqueles que perdem urina antes mesmo de chegar ao banheiro. O botox não serve para homens que operaram a próstata e nem para pessoas que sofrem de incontinência urinária por esforço, ou seja que perdem urina ao tossir ou carregar peso.
Em Cuiabá, o médico Dalvani Elias Dorn diz que a utilização do botox ainda não é uma coisa comum na urologia, é preciso ter cuidado e discutir o assunto com o urologista porque um caso é diferente do outro. Ele aproveita para fazer uma ressalva, segundo ele o botox é utilizado apenas na hiperatividade vesical. "Há também alguns efeitos colaterais e, por isso, deve se ter muito cuidado na utilização deste novo procedimento", aconselha.
No exterior a aplicação do botox na urologia é realizada há pelo menos sete anos, mas, no Brasil, era usada apenas em pesquisas, já que ainda não tinha reconhecimento oficial. A partir de agora, é possível pedir cobertura do tratamento pelos planos de saúde. Segundo urologista responsável pelo Setor de Disfunções Miccionais e Urologia Feminina da Universidade Federal de São Paulo, Fernando Almeida, apesar da incontinência urinária atingir pessoas em qualquer faixa etária, a idade é um fator de risco para esta doença, que atinge duas mulheres para cada homem.
A situação é sempre desagradável e constrangedora. A pessoa que sofre de incontinência urinária evita sair de casa, evita relacionar-se com outras pessoas. "Ela sofre de um câncer social", avalia o urologista, coordenador do Departamento de Uroneurologia da Sociedade Brasileira de Urologia, Flávio Trigo Rocha
Rocha destaca que o botox é indicado apenas para aqueles pacientes que tentaram o tratamento medicamentoso, mas não obtiveram bons resultados. O paciente é internado e o medicamento é aplicado em 30 pontos da bexiga por meio de uma endoscopia realizada no canal da uretra. Funciona como no tratamento antirrugas. O botox paralisa o músculo da bexiga, que não vai mais contrair involuntariamente e impedirá que a pessoa sinta uma vontade incontrolável de urinar.
Sobre os efeitos colaterais Rocha concorda com Dalvani e acrescenta que é importante ficar atento porque há várias contraindicação, especialmente em pacientes com insuficiência respiratória. Além disso, o uso inadequado da substância também pode provocar um efeito colateral importante: se a dose for aplicada em excesso, o paciente fica sem conseguir urinar depois da aplicação e precisará de uma sonda para liberar a urina. "O médico tem que saber aplicar a quantidade suficiente de botox para eliminar a contração indesejada da bexiga e não abolir a micção", afirma Rocha.
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Patricia - 08/01/2020
Meu nome é patricia e meu médico aplicou 200 ampolas de 1ml, não estou conseguindo urinar direito, saem fiozinhos de urina, e ainda estou indo no banheiro a toda hora é com muita dor na bexiga
1 comentários