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26.02.2009 | 03h00

Cotidiano estressante abre portas para a Ileíte

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O estresse é uma realidade cada vez mais presente nos dias atuais e tem ligação direta com o aparecimento de problemas de saúde. A relação se dá porque o estresse faz diminuir as atividades do sistema imunológico, que é o responsável por produzir as células de defesa do nosso organismo. Quando estamos sobrecarregados emocionalmente abrimos espaço para o aparecimento de doenças.

Um exemplo de doença que surge em alguns indivíduos após a passagem por esses dias difíceis é a ileíte, uma inflamação que atinge a parte final do intestino delgado chamado de íleo e pode ainda atingir o intestino grosso e outras partes ligadas ao aparelho digestivo.

No Brasil ainda não há estatísticas da incidência da doença. No entanto, esta não é uma enfermidade rara. Acredita-se que mais de dois milhões de pacientes sofram de doenças inflamatórias intestinais como a ileíte apenas nos Estados Unidos.

A ileíte também conhecida como doença de Crohn acomete em igual proporção homens e mulheres e todas as faixas etárias, embora o diagnóstico costuma ser feito antes dos 30 anos. O cálculo nos Estados Unidos é de pelo menos 200 mil crianças com menos de 16 anos que sofrem de doenças inflamatórias no intestino.

"A ileíte é uma enfermidade crônica, não tem cura mas tem controle. E se feito o diagnóstico e tratamento corretos pode garantir uma vida normal ainda que haja alguns momentos de complicações quando o estado imunológico do paciente estiver alterado, resultado de quadros de depressão e estresse intenso", explica o gastroenterologista José Geraldo Favalesso.

O profissional frisa que o tratamento deve ser feito o mais precoce possível para não ocorrerem complicações como estreitamento intestinal ou perfurações (fístulas) nesse órgão. A confusão com a apendicite costuma atrasar em alguns casos o diagnóstico da doença de crohn porque alguns sintomas são parecidos. Na ileíte os sinais são dores abdominais, especialmente na parte inferior e direita da região, dor persistente, emagrecimento, falta de apetite, diarréia e às vezes pode apresentar sangramento nas fezes e febre, em outros a barriga pode inchar.

A videocolonoscopia é o exame que vai ser fundamental para o diagnóstico. Outros ainda poderão auxiliar como raio-x contrastado, exames de sangue e tomografia computadorizada.

"Os medicamentos evoluíram muito nos últimos anos. Se descoberta e tratada logo no início é possível controlar e afastar lesões e comprometimentos do intestino. O tratamento precisa ser feito o mais breve possível", declara.

Os procedimentos que envolvem o diagnóstico e tratamento da ileíte tem cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) e os remédios podem ser adquiridos na farmácia de alto custo do Estado.

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