31.03.2005 | 03h00
Para tirar o sono e o cansaço muitas pessoas, principalmente os brasileiros, fazem uso do guaraná. Esta é uma fruta típica do Brasil, que dentre várias vantagens e desvantagens, é um estimulante natural que resulta em um excelente anti-estresse e anti-fadiga. Além disso tem a capacidade de aumentar a resistência nos esforços mentais e musculares, estimular o apetite, tem efeito diurético, anti-diarréico, anti-desintérico e ainda por cima pode ser um leve afrodisíaco para alguns.
Intimamente associado à atmosfera lendária da região amazônica, o guaraná é um arbusto trepador que pode atingir até dez metros de extensão. Os índios Maués foram os primeiros à se dedicar ao cultivo da fruta devido às suas notáveis propriedades afrodisíacas.
Da mesma forma eles descobriram que o pó de guaraná dissolvido na água era um poderoso estimulante que auxiliava na realização dos trabalhos físicos mais pesados. Com a chegada dos colonizadores brancos esta cultura se espalhou.
O guaraná pode ser consumido de diversas formas: em bastão, pó ou comprimidos. Mas a nutricionista Celma Lúcia Ferreira prefere o consumo em bastão. "O bastão é um produto mais in natura. Por isso é melhor aproveitado. Já os industrializados como comprimidos e pó perdem grande parte de seus benefícios", explica.
Mas apesar de parecer uma bebida dos deuses, é preciso tomar cuidado. "Nem todas as pessoas podem tomar guaraná", alerta a nutricionista. "E aqueles que podem não devem exagerar. A medida deve ser de 25 a 50 ml ao dia e de preferência não deve ser tomado à noite, se não você não vai dormir", completa.
Quem sofre de problemas cardíacos, gastrite e inquietação não deve usar o guaraná. Nesses casos, ao invés de fazer bem, ele pode causar irritações gástricas por ter um alto nível de acidez, hipertensão, úlcera, taquicardia por estimular o músculo cardíaco, e palpitações cardíacas.
Para aqueles que já fazem uso ou que pretendem começar, fiquem atentos para não exceder a dose. Os efeitos colaterais podem ser irritação e pressão nos olhos, nervosismo, dor de cabeça, falta de sono, impaciência e agitação ou até mesmo o efeito contrário como sonolência. Vale lembrar também que o guaraná como qualquer outro estimulante pode viciar.
Outro conselho de Celma é evitar os refrigerante de guaraná. "Ele também é um estimulante, mas não é recomendado porque leva a desenvolver anemia, osteoporose e obesidade", diz. E no caso dos xaropes que são comprados nos supermercados para misturar com água, o único problema é que contêm muito açúcar. "Entre refrigerante, xarope e guaraná puro, prefira a última opção", conclui a nutricionista.
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