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20.03.2008 | 03h00

Fumaça de incenso faz mal à saúde

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Perfumar a casa com incenso não é uma boa idéia. Ao contrário: pode fazer mal à saúde. Isso acontece principalmente porque, na fabricação de incensos atualmente, são usadas substâncias que podem causar vários tormentos às pessoas. O curioso é que, geralmente, ele é usado para purificar o ambiente e protegê-lo por quem acredita que isso possa acontecer. Mas não é isso que aponta um novo estudo.

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Pro Teste, fez um estudo sobre o assunto e constatou-se que a fumaça do incenso pode causar alergia. Também ficou comprovado que alguns fabricantes de incenso usam no processo de fabricação substâncias que, mesmo se forem inaladas em pequenas doses, têm uma toxidade exagerada. O principal problema desses novos produtos utilizados na produção dos incensos é que eles são diferentes das substâncias aromáticas usadas no passado.

Uma dessas substâncias maléficas é o benzeno. Devido a sua estrutura química, quando entra em contato com as células pode provocar danos ao DNA que leva ao desenvolvimento de um câncer. Além disso, um único incenso tem a mesma quantidade de benzeno que a de três cigarros. O formol também é uma dessas substâncias. Mas, sobre este último produto não se sabe ainda se ele realmente provoca câncer. Entretanto, causa uma irritação enorme nas mucosas com facilidade.

Atualmente, não é novidade que produtos que exalam fumaça fazem muito mal à saúde. A maior prova disso é o cigarro. Ele é considerado, pela Organização Mundial da Saúde, o maior causador de poluição doméstica. Devido aos componentes usados em sua fabricação, ele está relacionado a uma infinidade de doenças. Entre elas, enfisemas pulmonares, doenças cardiovasculares e câncer de diversas partes do corpo, como de boca, pulmão e seio, entre outros. A fumaça do cigarro provoca esses mesmos males em quem é fumante passivo.

Recentemente, um estudo chegou a surpreender os fumantes. Ficou comprovado cientificamente que a maconha é mais cancerígena que o cigarro. Pesquisadores observaram que um único cigarro de maconha pode ter o mesmo efeito que 20 cigarros de papel na capacidade de provocar câncer de pulmão. Isso acontece porque um cigarro de maconha tem até o dobro de substâncias cancerígenas que um cigarro normal. Em números, acredita-se que o cigarro de maconha seja o responsável por 5% de todos os casos de câncer de pulmão que, por ano, matam aproximadamente 15 mil pessoas. Mas, é preciso levar em consideração que há mais fumantes no mundo do que pessoas que fumam maconha.

Outro tipo de fumaça que pode trazer transtornos para a população é a originada em queimadas. Tanto a produzida pelas florestas quanto as urbanas. E em regiões como Mato Grosso, onde o clima geralmente é seco, os problemas são ainda mais graves. No Estado de Mato Grosso essa relação entre o tempo seco e as queimadas é tão sério que existem programas voltados para o controle das queimadas que não se baseiam apenas no impacto ambiental, mas também nas doenças que a fumaça produzida pode provocar. Além disso, como um reflexo do que acontece em várias cidades brasileiras, as queimadas urbanas em muitas cidades mato-grossenses, inclusive Cuiabá, se transformaram em um problema crônico. Além de ser altamente tóxicas e perigosas, essa prática é ilegal. Geralmente, ela é provocada por pessoas mais idosas quase sempre para limpar um terreno depois de varrer o quintal. Culturalmente, é difícil mudar a mentalidade dessas pessoas mesmo com campanhas educativas feitas pelo poder público.

Entretanto, vale sempre alertar que as enfermidades pulmonares mais freqüentes provocadas por qualquer tipo de fumaça são: asma, bronquite, irritação na garganta e desconforto na hora de respirar, entre outras. Em tempos de queimadas, por exemplo, os prontos-socorros de policlínicas das cidades mato-grossenses ficam lotados de pessoas. Os idosos e crianças são os alvos mais freqüentes da fumaça. E, para quem gosta de acender um incenso dentro de casa, é importante lembrar que as novas substâncias também podem causar transtornos à saúde.

Arlindo Aburad é dentista, doutor em Patologia Bucal pela USP e presidente da Comissão de Ensino e Pesquisa do Hospital do Câncer de Mato Grosso - arlindoaburad@uol.com.br

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Comentários

Edylenne - 22/04/2021

Criança se cansa? Quando usamos incenso??

Francisco Gaudereto - 15/09/2019

Ótimo serviço... é preciso banir esses produtos...pois...eles fazem mais mal aos vizinhos que moram em prédios em andares superiores...temos que falar também dos aromatizantes usados no marketing olfativo que é um veneno a médio e longo prazo....pessoas estão morrendo e pedindo socorro . . Não sabemos mais o que fazer com essas pessoas cruéis que sabem que prejudicam a saúde do outro e não se importa... pedimos socorros a autoridades...

2 comentários

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