26.03.2009 | 03h00
O inconveniente de tirar os sapatos na presença de alguém e ter que dar explicações ou tentar disfarçar - sem resultado - aquele "cheirinho" desagradável é algo que depende única e exclusivamente de quem tem o problema. Os especialistas aconselham o tratamento preventivo para o tão famoso "chulé", nome popular da bromidrose (suor com cheiro desagradável, que ocorre nas axilas ou nos pés. A causa é a atuação de bactérias e fungos presentes nestas regiões sobre o suor).
A podóloga Anarlei Bugs, que atende na Doutor Feet, explica que o problema é causado por ações de bactérias e fungos em pessoas que se descuidam da higienização correta dos pés e dos calçados. Segundo ela, qualquer pessoa, independente da idade ou sexo, está suscetível ao chulé. Já que o ambiente perfeito para a proliferação das bactérias está associado a fatores como suor excessivo do corpo, alterações no organismo, como problemas hormonais e estresse. No caso de Cuiabá, a alta temperatura climática é mais um fator para a ocorrência do problema. Porém, os adolescentes, por usarem excessivamente tênis, podem apresentar mais o problema.
A podóloga ainda alerta que as pessoas têm sempre que lavar os pés e secar bem todas as partes, principalmente entre os dedos. Segundo ela, o suor produzido pelo corpo não tem odor, mas se os sapatos e os pés não estiverem limpos é um fator a mais. O mau cheiro do chulé é provocado pela ação de bactérias que se alimentam do suor e de todo material que se encontra sobre a pele. A umidade faz com que elas se proliferem mais rapidamente e a retenção do suor entre os dedos piora com o uso de meias sintéticas, sapatos de borracha ou plástico.
As pessoas que procuram tratamento variam, tanto na idade como sexo. No caso da cura para a micose, o ideal para acabar com o cheiro ruim do chulé é usar antimicóticos à base de creme ou talcos. Nos casos em que não há micose ou fungos nos pés, os cremes antibióticos são mais indicados para combater o problema. Contudo, se mesmo evitando essas situações, o mau cheiro do chulé persiste, o aconselhável é procurar tratamento médico. "A base do nosso tratamento é a orientação, cabe às pessoas se cuidarem para evitar o problema", explica a profissional.
Entre as dicas para evitar o chulé, estão: atenção à higiene dos pés, lavando-os com sabonete, bucha ou escova; secar bem os pés entre os dedos com papel higiênico ou uma toalha limpa; usar sapatos arejados de couro ou pano para ficar em casa; evitar sapatos sintéticos, meias de nylon, solados e calçados de borracha ou plástico (os que tiverem forro devem ser de couro ou algodão); não usar o mesmo sapato todos os dias; usar talcos antisépticos sempre após o banho; após o uso, colocar os calçados para secarem em locais arejados e ensolarados; se observar a existência de descamações entre os dedos, fissuras ou bolinhas, procure um dermatologista para checar a presença de fungos, micoses ou bactérias.
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