08.06.2008 | 03h00
Aversão, repulsa, antipatia ou sensibilidade exagerada do organismo ao entra em contato com algumas substâncias. Que sintomas são esses? São da alergia. Bem ou mal, todo mundo tem algum tipo de alergia, seja ela das mais comuns como pó, animais e ácaros até as mais complexas como medicamentos, tecidos e minerais. Mas existe um alergia pouco conhecida que vem atrapalhando a vida sexual de meninos e meninas: é a alergia ao látex.
De acordo com o médico alergista e presidente da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia de Mato Grosso, Celso Taques, ainda que rara, a alergia ao látex da camisinha não é uma descoberta recente. "A reação alérgica ao látex foi observada com a explosão do vírus da aids ao redor do mundo. Percebeu-se que, luvas, cateteres, entre outros artigos usados na medicina desencadeavam uma hipersensibilidade nas pessoas".
Segundo o alergista, o desconhecimento da população e de alguns médicos de que objetos a base de látex podem causar sensibilidade faz com que muitas pessoas não sigam o tratamento adequado ou mesmo não descubram que são alérgicas. "As pessoas se queixam com os médicos de dores, vermelhidão e coceira, e pensam se tratar de outras doenças ou DSTs, mas não imaginam que podem ser alérgicas!", explica.
Mas por que algumas pessoas têm alergia ao látex? Taques diz que existe uma proteína contida na seringueira que é transferida ao látex e, posteriormente, ao plástico do preservativo. E pessoas que possuem predisposição genética à ter alergia ao látex ou a outras substâncias têm mais possibilidades de desenvolver uma sensibilidade exagerada durante o uso da camisinha.
O Instituto Brasileiro de Sexualidade (Inpasex) aconselha o adolescente a fazer um teste sozinho durante a masturbação. Ao fazer esse teste sozinho, o adolescente tem como compreender e preparar-se melhor para o uso do preservativo. Além de aprender como colocar ele pode verificar se possui alguma reação alérgica. Se no dia seguinte estiver com o pênis muito avermelhado e coçando pode ser sinal de alergia.
Sintomas - Antes de aparecerem os sintomas da alergia em si, o organismo é sensibilizado. E essa sensibilização pode se manifestar tanto na área afetada como nas demais partes do corpo. Por isso, um sintoma deve ser investigado e tratado por um especialista que saiba reconhecer o real motivo da alergia. Após o período de sensibilização, sintomas como dermatite de contato ou de irritação, vermelhões, lesões dermatológicas, urticárias, coceiras, asma, corrimentos, reações anafiláticas entre outros podem aparecer.
O alergista Celso Taques salienta que em toda mucosa (membrana que reveste certas cavidades do organismo) existe uma tendência à alergia e a hipersensibilidade. Portanto, é preciso ficar atento às regiões como a boca, os genitais, estômago, nariz, entre outros.
Ao contrário do que se pensa, as alergias em geral não são contagiosas. Elas são causadas por formação genética de cada um e pode ser repassada pela hereditariedade.
Tratamento - Segundo o Inpasex, a primeira dica é trocar o modelo da camisinha. Prefira preservativos comuns sem adição de essências, cores, lubrificantes e outras substâncias. Caso não resolva, o jeito é trocar as camisinhas tradicionais de látex pelas sintéticas. Embora não sejam produzidas no Brasil, marcas importadas podem ser encontradas em lojas específicas e farmácias. O uso de pomadas e medicamentos anti-alérgicos também podem ser usados. Contudo é importante consultar um especialista para indicar o produto ideal. Também é importante evitar o contato frequente com objetos a base de látex.
A sensibilidade ou alergia a camisinha pode surgir tanto no homem quanto na mulher. Entretanto, por ter um órgão interno e com maior quantidade de mucosa, a vagina costuma ser mais atingida que o pênis dos garotos.
O médico alergista Celso Taques, ainda adverte que existem uma série de alergias que são manifestadas durante o ato sexual, portanto a atenção a qualquer sintoma ou incômodo deve ser levado à sério e diagnosticado por um especialista da área alérgica ou imunológica.
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