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30.03.2008 | 03h00

Matemática, a vilã

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"Buemba, buemba, buemba", diria o cronista da Folha de S. Paulo José Simão ao saber que, de acordo com o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), 80% dos estudantes não sabem matemática. Os números se referem ao universo de São Paulo mas é uma realidade encontrada em todo o país. Por que será que tantas pessoas têm dificuldades nessa área? Afinal, o que muda nas nossas modestas vidas dominar a fórmula de Bhaskara ou saber quanto dá x vezes y elevado a terceira potência?

"O problema é a base", declara o professor de matemática e estatística Adriano Sales que dá aulas há 16 anos, Adriano diz que os alunos - quase que integralmente - gostam de matemática até os nove anos. O problema é que depois do primário os exercícios e conceitos saem do âmbito real para o abstrato.

"E é aí que a coisa complica pois os alunos não conseguem ver a aplicação prática dos exercícios em seu dia-a-dia. E surge a pergunta que mais ouço nesses 16 anos: "Por que tenho que aprender isso, se nunca mais vou usar na minha vida?"", explica. E a partir daí, cria-se um trauma da ciência.

"A culpa é do professor", enfatiza Adriano. Na opinião dele é responsabilidade do professor pegar uma problema matemático e contextualizá-lo à vida dos alunos. "O aluno só se sentirá motivado a aprender se vir que aquilo tem alguma função em sua vida". Segundo Adriano, para acabar com o que ele chama de "analfabetismo matemático" é preciso atualizar os materiais didáticos, fazer o aluno interagir com a matéria ao mostrar a sua utilidade prática e rever o metodologia de ensino das escolas.

Para o professor de matemática e coordenador do colégio CIN, Geraldo Rodrigues, a solução do embate é a praticidade. "A matemática é uma ciência 80% vivencial. Não há como aprendê-la sem que haja o exercício diário. Teoria por teoria, apenas na decoreba, não vai ajudar o aluno a assimilar o conteúdo. Só vai deixá-lo mais confuso e aumentar o seu trauma". E completa: "A matemática deve ser vista como algo misterioso, útil e gostoso de aprender!"

Estudante do 3º ano do ensino médio no colégio CIN, Arnald de Souza Pacheco,17, conta que sempre teve facilidade em aprender matemática. Para ele a disciplina é algo exato e objetivo e não há espaço para questionamentos. "É aquilo ou não! Já nas matérias humanas tenho dificuldade, porque pode haver várias interpretações", diz.

O professor Adriano dá dicas a quem deseja dominar a matéria: "Primeiro tire da cabeça que você não pode aprendê-la. Muitas vezes é só insegurança. Pratique diariamente, sempre que possível. E cobre sempre dos educadores um exemplo cotidiano do exercício. Posso garantir que existem exemplos para tudo na matemática."

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