29.08.2004 | 03h00
O vestibular está chegando e o nervosismo aumentando. Alguns se matam de estudar, outros não. E no meio de tantas matérias, as que geralmente mais desesperam a galera (mesmo quem ainda está longe do vestibular) são as conhecidas física, química e matemática. Para tentar se dar bem nas ciências exatas (área da qual estas disciplinas fazem parte) muitos se afundam nos livros, exercícios e até sentem a necessidade de fazer cursos extras, simplesmente porque aqueles números, fórmulas, e símbolos parecem não entrar na cabeça.
E o assunto já é de praxe. As exatas são o terror dos alunos, dão um nó na cabeça de muita gente. Mas por que é que tantas pessoas odeiam essas matérias? Por que é tão difícil entender seu conteúdo? O coordenador geral do colégio Coração de Jesus, Dinarte Silveira Negrão Junior, admite que realmente um bom grupo de alunos tem dificuldades em exatas. "Os conteúdos são mais difíceis de ser entendidos", argumenta ele.
A professora de química do Colégio Salesiano São Gonçalo, Claudia Regina Soares Magnani, acredita que tudo (amor e ódio) depende do primeiro contato. "Depende muito do professor que ensina a matéria. Se ele fala ao aluno que tal coisa é difícil, como aquelas frases: "presta atenção que não é fácil", aí acaba criando um estigma de que as matérias de exatas são difíceis", explica ela.
"A dificuldade pode ser mudada a partir do professor, com o jeito de ministrar as aulas. O nível das aulas conta muito. O relacionamento entre professor e aluno também. Tudo é uma questão do jeito como se lida com o estudante", observa Dinarte.
Odiar exatas pode ser um grande problema para o futuro. Afinal qual é o objetivo de aprender estas ciências? A resposta mais comum hoje em dia é: "passar no vestibular". Tudo gira em torno do vestibular. Aprender pelo interesse, pela vontade de querer saber , compreender ensinamentos que explicam o mundo já não é tão comum. Os alunos sentem-se obrigados a entender somente para entrar na universidade.
"Não podemos fugir do fato de que o aluno está estudando momentaneamente para o vestibular. Este é o método de ensino no Brasil, então este objetivo acaba sendo prioridade. O que tem que ser amadurecido é que o aluno tem que entender o porquê daquela ciência existir", diz Dinarte.
É isso mesmo pessoal. Deixar de lado o decoreba e procurar entender o porquê é o principal até mesmo para aprender a gostar. As ciências exatas não são importantes apenas para o vestibular, mas como todas as outras ciências, são importantes também para a vida, para o nosso conhecimento.
A professora Claudia procura mostrar, logo em sua primeira aula do ano, o quanto a química é importante para a vida de todas as pessoas. "Eu coloco a química nas coisas que eles gostam, para explicar tudo. Como por exemplo a Coca-Cola e as comidas que os jovens costumam comer. Mostro a importância da química na vida", explica ela, que gosta de trabalhar com seus alunos a questão da energia.
É válido também, segundo Claudia, estar sempre tirando dúvidas e prestando atenção no que está estudando. "Na parte de exatas, se você perde uma parte da explicação do professor, depois não entende mais nada porque tudo está encadeado. Aí a matéria começa a virar um monstro", brinca. Por isso é legal estar sempre atento, sem aquela preguiça que às vezes quer se mais forte que você mesmo.
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